Índice de Confiança de Serviços volta a cair depois de cinco altas, diz FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Nesta quinta-feira (29) foi divulgado o Índice de Confiança de Serviços (ICS), da Fundação Getulio Vargas (FGV). De acordo com os dados, houve queda de 0,4 ponto em outubro, para 87,5 pontos, após cinco meses de altas consecutivas. Em médias móveis trimestrais, o índice apresenta alta de 2,8 pontos.

“Após cinco meses em recuperação, a confiança do setor de serviços acomodou em patamar abaixo do observado antes da pandemia. Apesar do aumento no volume de serviços em outubro, a piora das expectativas foi fator determinante para queda da confiança no mês”, avaliou Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

Além disso, conforme Tobler, há grande cautela entre os consumidores. Pela incerteza sobre a evolução da pandemia, eles acreditam que o setor ainda enfrentará dificuldades para um recuperação.

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Índices

Houve queda do ICS em 6 dos 13 segmentos pesquisados. As avaliações sobre o momento atual melhoraram. Por outro lado, expectativas em relação aos próximos meses pioraram em outubro, interrompendo sequência de cinco meses de alta. 

O Índice de Situação Atual (ISA-S) aumentou 2,6 pontos, para 79,5 pontos, mantendo tendência crescente iniciada em maio. O Índice de Expectativas (IE-S), por sua vez, caiu 3,2 pontos, para 95,7 pontos, voltando a se situar abaixo do nível pré-pandemia. O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de serviços cedeu 0,5 ponto percentual para 81,3%.

Indicador de Desconforto

Além da alta pontual, o Índice de Situação Atual (ISA-S) também mantém trajetória positiva na série em médias móveis trimestrais. Depois de despencar no segundo trimestre, houve uma recuperação do índice, mas ainda parcial, abaixo do patamar de fevereiro.

Ainda no mesmo período, o Indicador de Desconforto obteve trajetória semelhante. “Nos últimos meses o desconforto parece diminuir para os empresários. Entretanto, ainda existe um longo caminho para voltar ao patamar do início do ano”, completa Tobler. 

Por fim, este indicador é composto pela média das parcelas padronizadas demanda insuficiente, taxa de juros, problemas financeiros, pandemia, fatores políticos e econômicos como limitações a melhoria dos negócios.