Índice de Confiança do Consumidor tem primeira queda desde maio

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
1

Crédito: Tânia Rego/Agência Brasil

O Índice de Confiança do Consumidor brasileiro (ICC), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), foi divulgado nesta sexta-feira (23). Conforme a pesquisa, houve queda de 1 ponto na passagem de setembro para outubro e atingiu 82,4 pontos, em uma escala de zero a 200. Com isso, o indicador interrompeu uma sequência de cinco altas iniciada em maio deste ano.

“Há ainda bastante incerteza com relação à pandemia e com o ritmo de retomada econômica. Isso já considerando a transição para o período posterior ao de vigência dos programas de manutenção do emprego e renda. Diante deste cenário, os consumidores de menor renda, mais vulneráveis, continuam menos confiantes que os demais”, diz Viviane Seda Bittencourt, Coordenadora das Sondagens

“A confiança do consumidor brasileiro também continua sendo impactada pelo medo da Covid-19”, afirmou. Conforme a coordenadora, esse aspecto motiva uma postura muito cautelosa, que deve persistir até o fim da crise sanitária.

Perdeu a Money Week?
Todos os painéis estão disponíveis gratuitamente!

Apontamentos da FGV

O Índice da Situação Atual, que mede a confiança dos consumidores no presente, recuou 0,2 ponto, atingindo 72,4. O componente que teve maior queda foi a situação das finanças familiares, que cedeu 0,5 ponto.

Além disso, o Índice de Expectativas caiu 1,3 ponto e passou para 90,2 pontos. O ímpeto de compras de bens duráveis para os próximos meses teve queda de 1,4 ponto.

Houve queda da confiança em todas as faixas de renda. A exceção foi das famílias com renda entre R$ 4.800 a R$ 9.600. Entretanto, a piora foi maior para os consumidores de menor poder aquisitivo. Houve aumento da insatisfação com a situação atual para os consumidores com renda familiar até R$ 2.100 e queda nas expectativas dos consumidores com renda entre R$ 2.100 a R$ 4.800.