Índice de Confiança Empresarial sinaliza queda, aponta FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie

Crédito: Pixabay

A prévia extraordinária das Sondagens da Fundação Getulio Vargas (FGV) foi divulgada nesta segunda-feira (16).

Os dados do índice foram coletados até o dia 13 deste mês e sinalizam recuo da confiança empresarial e dos consumidores em novembro. 

Em relação ao número final de outubro, o Índice de Confiança Empresarial (ICE) recuaria 0,9 ponto, para 96,2 pontos. Enquanto isso, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) cairia 2,2 pontos, para 80,4 pontos.

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“Os resultados prévios das sondagens de novembro sinalizam uma paralisação no processo de recuperação da confiança empresarial iniciada em maio. Apesar da indústria ainda continuar com resultados favoráveis em relação ao momento presente, mesmo neste setor, as expectativas em relação aos próximos meses começam a ser revistas para baixo”, disse  afirma Viviane Seda Bittencourt, coordenadora das Sondagens da FGV IBRE.

De acordo com ela, há aumento da incerteza motivada pelo risco da segunda onda de Covid-19, assim como na Europa.

“Os consumidores continuam cautelosos em relação ao futuro”, continuou.

“A princípio pela situação financeira familiar em relação às condições desfavoráveis do mercado de trabalho. Mas também, no âmbito macro, às questões fiscais e sanitárias do país”. 

Situação atual e expectativas

Conforme a pesquisas, para as empresas, a queda da confiança decorreria exclusivamente da piora das expectativas em relação ao futuro. Entretanto, houve melhora discreta na percepção sobre o momento atual. 

Para os consumidores, o aumento do pessimismo em relação aos próximos meses também exerceria maior influência. As avaliações sobre o momento presente ficaram estáveis.

O Índice de Situação Atual dos Empresários (ISA-E) aumentaria 1,9 ponto, para 98,5 pontos. Por outro lado, o Índice de Expectativas Empresarial (IE-E) cairia 2,5 pontos, para 95,4 pontos.

Entre os consumidores, o índice que mede a percepção sobre a situação atual (ISA-C) se manteria relativamente estável em 72,1 pontos, enquanto o indicador que capta as perspectivas para os próximos meses (IE-C) cairia 3,6 pontos, para 87,0 pontos.

Avanço da confiança

Por fim, a Indústria de Transformação seria o único setor a apresentar avanço da confiança. Conforme a pesquisa, o comércio se manteria estável enquanto os setores de serviços e da construção estariam em queda. 

Com alta de 1,5 ponto, significativamente menor do que nos últimos meses, o Índice de Índice de Confiança da Indústria (ICI) alcançaria 112,7 pontos, o maior valor desde outubro de 2010 (113,6 pontos). 

Já o Comércio, por outro lado, permaneceria em 95,8 pontos. O número representa recuperação de 89,6% das perdas no bimestre março-abril. Por sua vez, Construção e Serviços recuariam 3,3 pontos e 1,2 ponto, para 91,9 pontos e 86,3 pontos, respectivamente. Ambos os setores continuam em patamar abaixo de fevereiro (92,8 pontos e 94,4 pontos, respectivamente).

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