Índice de Confiança do Comércio recua 3,8 pontos em outubro, diz FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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A Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou nesta segunda-feira (26) o Índice de Confiança do Comércio (ICOM). Conforme os dados, houve recuo de 3,8 pontos em setembro, passando de 99,6 para 95,8 pontos.

Com essa queda, portanto, a sequência de cinco altas consecutivas foi interrompida. Em médias móveis trimestrais, o indicador avançou 3,2 pontos.

“O resultado é fruto da combinação de queda tanto dos indicadores sobre o presente, quanto sobre os próximos meses. Apesar do resultado negativo na ponta, a percepção sobre o ritmo de vendas no mês segue mais positiva, acima dos 100 pontos”, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Tio Huli, EconoMirna, Natalia Dalat e outros tubarões do mercado de Investimentos.

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“Por outro lado, a queda das expectativas mostra que empresários estão se tornando mais cautelosos com a sustentabilidade da recuperação. A falta de confiança do consumidor e a incerteza sobre o período pós programas de auxílio do governo, parecem contribuir para esse sinal de alerta”, concluiu.

Em outubro, a confiança caiu em todos os seis principais segmentos do Comércio. Do ponto de vista de horizontes temporais, ocorreu piora tanto percepção do momento presente quanto nas expectativas. O Índice de Situação Atual (ISA-COM) recuou 1,5 ponto, para 105,1 pontos. Já o Índice de Expectativas (IE-COM) caiu 5,8 pontos para 86,6 pontos, registrando o maior valor desde o início da pandemia.

Recuperação da confiança

Por fim, o Índice de Situação Atual se mantém 12,5 pontos acima do nível pré pandemia. Apesar do recuo de 1,5 ponto em outubro, o índice segue avançando em médias móveis trimestrais.

Entretanto, essa percepção positiva sobre o volume de vendas no presente não tem sido disseminada em todos os setores. Ela é mais positiva nos últimos meses nos segmentos de revenda de veículos e motos, material para construção e móveis e eletrodomésticos. Enquanto isso, lojas de tecidos, vestuário e calçados enfrentam maior dificuldade.