Licenças de construção e mais indicadores refletem efeitos da pandemia

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Três indicadores anunciados nesta terça-feira (19) dão ideia de como a economia mundial vem reagindo à pandemia de coronavírus.

Nos Estados Unidos, o mercado imobiliário apresentou recuo, em linha com o que esperava o mercado.

Na União Europeia, o Índice de Percepção Econômica teve uma melhora bastante expressiva, que demonstra o entusiasmo com a reabertura das economias pós-quarentena.

Por último, o Reino Unido, que também está em processo de reabertura, revelou que o desemprego acelerou em abril, com a perda de mais de 800 mil vagas.

Licenças de construção nos EUA

O Census Bureau, do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, divulgou que as novas licenças de construção recuaram de 1,356 mil em março para 1,074 mil em abril. A expectativa do mercado era de resultado minimamente pior: 1 mil.

O resultado revela o momento delicado da economia. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA, de acordo com o presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, é dura para o segundo trimestre: de -20% a -30%.

Percepção econômica na zona do euro

Foi divulgado hoje o Índice de Percepção Econômica ZEW (Zentrum für Europäische Wirtschaftsforschung).

Ele traz a percepção dos investidores para a economia nos próximos seis meses. Na pesquisa, são consultados cerca de 300 especialistas, entre bancos, companhias de seguros e departamentos financeiros.

O resultado de maio aponta uma melhora bastante significativa graças ao processo de saída das quarentenas na Europa.

O indicador foi de 25 pontos em abril para 46 em maio. Vale lembrar que, há dois meses, em março, o índice registrou recorde de -49,5 pontos.

Desemprego no Reino Unido

O número de desempregados disparou no Reino Unido. Foram 856,5 mil novos pedidos de seguro-desemprego em abril. A projeção do mercado apontava um aumento de 676,5 mil.

O resultado reflete os efeitos econômicos da pandemia de coronavírus. No momento, o país passa por um processo de reabertura da economia.

Na análise trimestral (janeiro a março), o desemprego foi de 50 mil para 211 mil, ficando em uma taxa de desemprego de 3,9%. Mas este dado engloba apenas o início do período da quarentena. As informações são do escritório de estatísticas do país.