Indicador de Incerteza da Economia tem segunda queda consecutiva, segundo FGV

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) caiu 16,7 pontos em junho de 2020, para 173,6 pontos. É a segunda queda consecutiva. Em maio, a queda havia sido de 20,2 pontos, para 190,3.

Segundo a FGV, “o indicador passou a devolver 39% da alta de 95,4 pontos observada no bimestre março-abril”, quando chegou a 210,5 pontos.

Ainda assim, o patamar atual permanece 36,8 pontos acima do recorde pré-pandemia de Covid-19, de 136,8 pontos, em setembro de 2015, durante a crise pré-impeachment do governo de Dilma Rousseff (PT).

“O patamar ainda extremamente elevado do Indicador de Incerteza da FGV IBRE reflete problemas em três diferentes frentes: a evolução sem tréguas da pandemia de Covid-19 no Brasil, o cenário econômico recessivo e a instabilidade do ambiente político”, diz a FGV.

Dificuldades

O componente de Expectativas recuou pela primeira vez desde o início da pandemia, diz a Fundação.

Entretanto, perdeu apenas 2% das altas ocorridas entre março e maio, mostrando a enorme dificuldade de se formular cenários futuros para a economia brasileira no momento.

“Diante de tantas dificuldades é pouco provável que a incerteza retorne a níveis moderados neste ano”, afirma Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV IBRE.

Componentes da Indicador

De acordo com a FGV, em junho, os dois componentes do Indicador de Incerteza caminharam na mesma direção.

“O componente de Mídia, recuou 18,6 pontos, para 152,5 pontos, contribuindo negativamente em 16,2 pontos para a queda do índice geral no mês”, informa no relatório.

Já o “componente de Expectativas recuou 2,1 pontos, para 228,0 pontos, após acumular alta de 112,8 pontos entre março e maio, com contribuição negativa de 0,5 ponto para o comportamento do IIE-Br”.