Indicador Antecedente tem queda de 2,2% em março, revela FGV

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (IACE) foi divulgado nesta quarta-feira (14). Os dados são recolhidos em parceria entre o FGV e The Conference Board (TCB). Conforme o comunicado, o IACE recuou 2,2% para 119,9 pontos em março de 2021.

A variação acumulada nos últimos seis meses também ficou negativa, em 2,0%. Das oito séries componentes, quatro contribuíram de forma negativa para o resultado agregado. Ainda mais, a maior contribuição negativa vem do Indicador de Expectativas dos Consumidores.

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FGV

O Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, recuou em 0,1% para 96,7 pontos, no mesmo período. A variação acumulada nos últimos seis meses é negativa, em 2,2%.

“O resultado do ICCE em março reflete o impacto do recrudescimento da crise sanitária e da desaceleração no consumo das famílias sobre o nível de atividades ao longo do primeiro trimestre”, afirma Paulo Picchetti, da FGV. “A falta de perspectiva de melhora nesses fatores nos próximos meses tem efeito significativo sobre as expectativas em geral, resultando na contração do IACE”.

Por fim, o Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”. Estes colaboram para que a tendência econômica efetiva seja revelada.