FGV: Indicador Antecedente Composto da Economia fica estável em outubro

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Portal FGV

A Fundação Getulio Vargas (FGV), em parceria com o The Conference Board, divulgou nesta sexta-feira (13) o Indicador Antecedente Composto da Economia Brasileira (Iace).

De acordo com a pesquisa, houve estabilidade em outubro com 123,3 pontos, 3,3 pontos acima do período pré-pandemia.

Das oito séries do componente, cinco tiveram queda e três subiram, contribuindo para o resultado agregado. A maior contribuição positiva veio do Indicador de Expectativas da Indústria, enquanto a maior negativa veio do Indicador de Expectativas de Serviços.

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Indicadores

Já o Indicador Coincidente Composto da Economia Brasileira (ICCE), que mensura as condições econômicas atuais, ficou estável em 100,2 pontos, no mesmo período. 

“A trajetória do Iace e ICCE nos últimos meses mostra a recuperação do nível de atividades após a queda expressiva do segundo trimestre. Os resultados de outubro, no entanto, apontam para a lentidão e heterogeneidade dessa recuperação entre os setores. As atividades ligadas aos serviços são as mais afetadas pelo desempenho do mercado de trabalho e pelas restrições ainda impostas pela pandemia”, afirmou, em nota, Paulo Picchetti do Ibre/FGV.

Conforme Pichetti, a aceleração da retomada nos próximos meses encontra desafios. Um deles, muito discutido, é o encerramento dos incentivos concedidos pelo governo.

Por fim, o Indicador Antecedente Composto da Economia busca antecipar tendências da economia do país com base em oito componentes:

  • Taxa referencial de swaps DI prefixada – 360 dias, do Banco Central, Ibovespa, Índice de produção física de bens de consumo duráveis, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), índices de termos de troca e de quantum de exportações, ambos da Fundação Centro de Estudos do Comércio Exterior (Funcex), além dos índices de expectativas da indústria, serviços e consumidor, da FGV.