Incerteza da Economia recua, mas ainda é elevada

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
1

Crédito: Reprodução/Pixabay

A Fundação Getulio Vargas publicou nesta quarta-feira (13) uma prévia do Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) de maio. Ele aponta um recuo de 9,3 pontos. Mas, apesar da incerteza ter reduzido, ela ainda é superior ao índice máximo já registrado até então, que era de 2015.

O IIE-Br foi de 210,5 de abril para 201,2. Os dados da prévia foram coletados até o dia 11 deste mês.

Com o resultado, a Incerteza da Economia devolveria menos de 10% da alta de 95,4 pontos observada no bimestre março-abril.

No entanto, ainda assim, o nível atingido pelo indicador nesta prévia é 64,4 pontos superior ao registro máximo do IIE-BR antes da atual crise, de 136,8 pontos, em setembro de 2015.

“A alta expressiva do Indicador de Expectativas, que mostra a dispersão das previsões de mercado, ilustra a grande dificuldade de se prever cenários hoje para as principais varáveis da economia”, afirma Anna Carolina Gouveia, Economista da FGV.

incerteza da economia

indicador de incerteza

Resultados dos componentes do indicador

O componente de Mídia caiu 15,9 pontos, para 179,4, após acumular alta de 82,3 pontos no bimestre anterior.

O componente de Expectativa subiu 20,7 pontos, para 246,5 pontos. Este é o segundo maior nível da série. E fica abaixo apenas do nível de outubro de 2002, quando o chegou a 257,5 pontos.

Entenda o Indicador de Incerteza

O Indicador de Incerteza da Economia é composto por dois componentes: o IIE-Br Mídia e o IIE-Br Expectativa.

O IIE-Br Mídia é baseado na frequência de notícias com menção à incerteza nas mídias impressa e online. E é construído a partir das padronizações individuais de cada jornal.

Já o IIE-Br Expectativa é construído a partir da média dos coeficientes de variação das previsões dos analistas econômicos, reportados na pesquisa Focus do Banco Central, para a taxa de câmbio e a taxa Selic 12 meses à frente e para o IPCA acumulado para os próximos 12 meses.

Leia também: Ata do Copom reforça necessidade de novo corte da Selic
Com provável Selic a 2,25%, como ficam os investimentos?

Os benefícios de se ter um assessor de investimentos