FGV: Indicador de Incerteza da Economia recua 9,5 pontos em maio

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O Indicador de Incerteza da Economia, da FGV, recuou 9,5 pontos em maio, para 119,9 pontos. Com o resultado, o indicador agora está apenas 4,8 pontos acima do nível de fevereiro de 2020, último mês antes da chegada da pandemia de covid-19 ao Brasil.

Segundo a economista Anna Carolina Gouveia, responsável pela pesquisa, a continuidade das campanhas de imunização associada à ligeira melhora dos números da pandemia no Brasil em maio e à reabertura gradual de diversas economias mundiais parecem ter contribuído para a segunda queda consecutiva do nível de incerteza.

Apesar disso, o indicador permanece acima do nível médio de 115 pontos vigente entre 2015 e 2019 e ainda não recupera as altas observadas em março e abril de 2020. “Olhando à frente, a possibilidade de uma terceira onda de Covid-19 no país e a possibilidade de novas medidas de restrição à mobilidade podem ameaçar esta tendência de queda nos próximos meses”, ela diz.

Ambos os componentes do Indicador de Incerteza recuaram em maio. O componente de Mídia caiu 8,4 pontos, para 117 pontos, contribuindo negativamente em 7,3 pontos. O componente de Expectativas, que mede a dispersão das previsões para os 12 meses seguintes, recuou em 9,8 pontos, para 123,4 pontos, contribuindo de forma negativa, em 2,2 pontos.

Ambos os componentes ainda estão acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020): uma diferença de 4,0 pontos do componente de Mídia e de 6,1 pontos do componente de Expectativa.

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Reprodução/FGV