Inadimplência no ensino superior aumenta

Tatiane Lima
Jornalista, redatora sênior. Tecnóloga em Recursos Humanos e MBA em Comunicação e Marketing. Apaixonada por empreendedorismo criativo. Atuei nos três setores, com hard news, jornalismo on, off e redação publicitária.
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Crédito: Juliana Kozoski/Unsplash

O índice de inadimplência nas instituições particulares de ensino superior teve aumento de 10,6% na primeira quinzena de abril, informa o Valor Econômico. O dado foi revelado em comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com levantamento ao Sindicato das Entidades Mantenedoras de Estabelecimentos de Ensino Superior no Estado de São Paulo (Semesp).

Assim, a taxa de inadimplência que nos primeiros dias de abril de 2019 era de 14,9%, foi registrada, neste ano, em 25,5%. Segundo o Valor Econômico, o Semesp também divulgou projeções no acumulado para 2020. De acordo com essa perspectiva, o índice de inadimplência pode variar entre 10,1%, e 11,2%. Enquanto em 2019, a taxa total de inadimplência no ano foi de 9,5%. “O ensino superior privado brasileiro deve sofrer um impacto considerável com o aumento na taxa de inadimplência e aumento no número de evasão, mesmo que de forma momentânea, em 2020”, esclareceu o Semesp. Portanto, a estimativa de aumento vai além das mensalidades e deve interferir também nos dados de evasão dos universitários.

Conforme o Valor, o Semesp apontou que evasão em 2020 chegará a 34,4%. Ou seja, uma subida de 3,4%, em comparação com os números do ano anterior. “Porém, como o atual cenário é inédito e altamente incerto, o número de alunos que desistirá nos próximos meses dependerá exclusivamente das ações tomadas pelos órgãos competentes e também pelas próprias instituições de ensino”, analisou o estudo do Semesp. Além disso, o órgão pondera que as instituições deverão estar preparadas para se adaptar à nova realidade imposta pela pandemia do novo coronavírus. Já que, no melhor cenário, as aulas podem voltar a ser presenciais no segundo semestre. Entretanto, o Semesp estima que grande parte das instituições de ensino superior mantenha a agenda educacional, integralmente, em ambiente online até o final do ano.