Inadimplência diminui, mas percentual de famílias com dívidas chega a 65,6% no País

Paulo Amaral
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Foto: dinheiro-inflação

A Confederação Nacional de Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) divulgou nesta quinta-feira (9) os novos números da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic).

Segundo o relatório publicado pela Agência Brasil, o número de famílias em situação de inadimplência, com dívidas ou atraso no pagamento de contas, diminuiu para 24,5% em dezembro, mas o percentual de famílias endividadas subiu.

Atualmente, 65,6% das famílias do País convivem com dívidas em cartão de crédito, cheque especial, cheque pré-datado, crédito consignado, crédito pessoal, carnê de loja, prestação de carro ou prestação da casa.

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O número é o maior registrado pela pesquisa desde janeiro de 2010, superando os 65,1% registrados em novembro do ano passado e os 59,1% de dezembro de 2018.

Cartão é o vilão

A pesquisa apontou ainda que o principal vilão do endividamento familiar é o cartão de crédito, com 79,8% das dívidas, seguido de longe pelos carnês (15,6%) e por financiamentos de automóveis (9,9%).

José Roberto Tadros, presidente da CNC, avaliou que o resultado, mesmo preocupante, não deve ser suficiente para ligar qualquer sinal de alerta.

“A tendência de alta do endividamento está associada à ampliação do mercado de crédito ao consumidor, impulsionada por fatores como a melhora recente no mercado de trabalho, sobretudo no emprego formal, e a redução das taxas de juros para patamares mínimos históricos, o que permitiu a redução do custo do crédito”.