Imposto sobre negócios de Bloomberg prepara cenário para o confronto

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução Joshua Roberts/Reuters

Michael Bloomberg, candidato à presidência norte-americano decidiu apoiar um imposto sobre negócios na terça-feira (18). A atitude marcou um golpe para os clientes de Wall Street, que antes o viam como um possível aliado.

O imposto seria de 0,1% sobre as ações, títulos e derivativos. Um detalhe é que o ex-prefeito também foi banqueiro de investimentos de Wall Street. Onde conseguiu fazer sua fortuna em finanças, de US$ 60 bilhões.

Essa decisão da Bloomberg, de realizar o apoio ao imposto vai colocar em conflito as empresas de Wall Street. As quais já estão em combate com a política. Devido a serem os mesmos clientes que auxiliam a fazer a fortuna, na qual Bloomberg está financiando sua campanha à presidência.

Brian Gardner, diretor da corretora Keefe, Bruyette & Woods, comentou: “É notável que um candidato que se autodenomina empresário centrista tenha se mudado para a esquerda”. O diretor acrescentou que, essa decisão fez com que Bloomberg se tornasse uma ideia mais dominante. Em relação aos círculos democratas.

Bloomberg em relação aos outros candidatos

Pete Buttigieg, ex-prefeito de Indiana, também listou o imposto entre as suas políticas. Enquanto Joe Bide, ex vice-presidente demonstrou um apoio hesitante.

Segundo dados de uma pesquisa da Reuters/Ipsos, na liderança entre eleitores democratas e independentes está Sanders. Enquando Bloomberg em segundo, Bidem em terceiro, Buttingig em quarto e Warren em quinto. O que deixa Wall Street com poucos aliados na corrida à presidência norte-americana.

Segundo acadêmicos a Reuters, dependendo da estrutura o imposto pode prejudicar fundos de hedge e operadores de alta velocidade. Em que lucram cortando pequenas margens, de milhões de transações diariamente.

Nicholas Colas, co-fundador da empresa DataTrek Research em Wall Street comentou sobre o assunto: “Eu vejo isso como uma tentativa não tão sutil de mostrar que o candidato da Bloomberg não tem medo de prejudicar os clientes da Bloomberg nos negócios, a fim de apelar aos eleitores democratas”.