Receita adia prazo de entrega do IR 2020 e anuncia novas medidas

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução / Facebook

O governo anunciou nesta quarta-feira (1º) a prorrogação do prazo final de entrega das declarações de Imposto de Renda Pessoa Física para o dia 30 de junho.

Prevista inicialmente para acontecer até 30 de abril, a data foi postergada por 60 dias, principalmente pelo situação de calamidade pública decretada graças à pandemia de coronavírus.

José Barroso Tostes Neto, secretário especial da Receita Federal, comentou à Folha de S. Paulo que a decisão foi tomada justamente por conta dos problemas causados a algumas pessoas que estão em isolamento social.

“Há dificuldades momentâneas de ter acesso a documentos necessários. Considerando isso, tomamos essa decisão”, simplificou.

Adiamento previsto

Logo na manhã de quarta-feira, Rodrigo Maia, presidente da Câmara dos Deputados, já havia aventado a possibilidade do adiamento do prazo em entrevista para a CNN Brasil.

De acordo com o parlamentar, a medida não terá qualquer efeito negativo para o governo.

“É coisa simples. Muitos já entregaram, não tem nenhum grande impacto, mas é um gesto que vai tranquilizar as pessoas”, apostou.

Segundo a Receita Federal, são esperadas 32 milhões de declarações em 2020. Até segunda, 8 milhões já haviam sido entregues.

Outras medidas

Além do adiamento do prazo para entrega do IR Pessoa Física, o Ministério da Economia também divulgou outras medidas nesta quarta-feira, todas para ajudar no combate à pandemia da Covid-19.

Uma delas é a total desoneração, por 90 dias, de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre operações de crédito. A medida, conforme publicado em nota pela Agência Brasil, tem como objetivo baratear as linhas emergenciais de crédito já anunciadas pelo governo.

Os cofres deixarão de arrecadar R$ 7 bilhões com a medida, de acordo com o secretário José Barroso Tostes Neto.

A última medida anunciada pelo secretário foi o adiamento das contribuições de abril e de maio para o Programa de Integração Social (PIS), o Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep), para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e da contribuição patronal para a Previdência Social, paga pelos empregadores.

As parcelas só serão pagas de agosto a outubro, permitindo a injeção de R$ 80 bilhões na economia.


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