Importações de soja pela China disparam em relação a 2019

Paulo Amaral
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Crédito: Jonas Oliveira

As importações de soja pela China aumentaram em novembro, tanto na comparação com o mês anterior quanto em relação ao mesmo período do ano passado.

Segundo os dados da alfândega do país asiático, foram compradas 9,59 milhões de toneladas no período, ante 8,28 milhões de toneladas no mesmo mês do ano anterior e as 8,7 milhões de toneladas adquiridas em outubro.

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O aumento das importações foi motivado pela fase 1 do acordo comercial entre China e Estados Unidos, assinado em janeiro, no qual a China se comprometeu a aumentar as compras de produtos agrícolas dos EUA, incluindo soja.

A China aumentou também a importação de soja do Brasil, conforme os dados informados pela alfândega local. As maiores demandas de importações de soja pela China fizeram, inclusive, alguns processadores no Sul e no Leste do país suspenderam as operações por conta dos estoques elevados.

No acumulado do ano, as importações de soja da China já somam 92,81 milhões de toneladas. O número atual é 17% maior do que o registrado no mesmo período de 2019 e 8% acima se comparado ao mesmo intervalo de 2017, ano em que as compras de soja pela China registraram recordes.

“Esperamos que as importações de bens cresçam ainda mais no ano que vem, motivadas pela demanda interna forte, com as importações de bens de capital ainda mais sustentadas do que as de commodities”, explicou Louis Kuijs, da Oxford Economics, para a Agência Reuters.

Segundo fontes ouvidas pelo Ministério de Agricultura da China, o crescimento de 4,5% na comparação anual pode ser ainda maior em 2021. Nas áreas domésticas, no entanto, a intenção do órgão é ampliar a produção de arroz, trigo e milho. “Temos que estabilizar a produção doméstica priorizando a produção de grãos nass terras agrícolas disponíveis, as quais são limitadas. As áreas permanentes devem ser cultivadas com arroz, trigo e milho”.

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