Impasse entre Arábia Saudita e Rússia sobre petróleo continua

Daniele Andrade
Jornalista formada pela Universidade Positivo, pós-graduada em Mídias Digitais. Atualmente cursa bacharel em História. Gosta de produzir reportagens sobre política tanto nacional quanto internacional, economia e tecnologia.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Alexander Novak, ministro russo de Energia declarou que seu país não concorda com uma aliança a Opep, para estabilizar o mercado do petróleo. Em uma entrevista, o ministro ressaltou que o fato da Rússia não ter acertado o acordo da redução não significa que outras cooperações não possam ser realizadas.

“A porta não está fechada. Não significa que no futuro não possamos cooperar entre países Opep e não Opep”, disse o ministro. Segundo informações da Agence France-Presse.

A Rússia se negou na sexta-feira (06) a aceitar a proposta feita pela Opep, liderada pela Arábia Saudita. Para realizar uma redução na produção de petróleo, para 1,5 milhões de barris. De acordo com a Agence France-Presse, as petrolíferas russas tem medo de perder a participação de mercado. Para competir com o petróleo americano. 

Logo após a Rússia se negar ao acordo, a Arábia Saudita baixou seus preços a níveis de 20 anos atrás. Mas ao mesmo tempo, aumentou sua produção de petróleo. Para 12,3 milhões de barris por dia (bpd), a partir do mês de abril.

O ministro afirmou que a Rússia vai no curto prazo aumentar sua produção de petróleo também. De 200 a 300 barris por dia, com um potencial de 500.000 barris diários para o futuro.

Análise sobre a situação do petróleo

Em uma reportagem da CNBC sobre o petróleo, analistas falaram sobre a atual situação em que os dois países estão jogando duro. Não é só a produção e os preços que estão em jogo, mas a tentativa de desafiar o domínio da energia nos EUA. 

Robert Johnston, diretor de energia global e recursos naturais do Eurasia Group falou sobre a situação do petróleo: “A Rússia tem pressionado a influência americana em todo o mundo, então penso que isso está ligado. Não acho que seja resolvido nas próximas duas ou três semanas. Agora você tem um impasse entre sauditas e russos sobre quem arriscará primeiro. Eu acho que isso vai durar um tempo. Acho que isso pode levar de dois a três meses, pelo menos”.