Os impactos da queda no preço do Petróleo

Paulo Filipe de Souza
Colaborador do Torcedores
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Crédito: Reprodução/Wikimedia

Dia 20 de Abril foi um dia histórico para o petróleo. Aliás, o ano de 2020 tem sido frequentes as situações extremas e inusitadas. Na segunda-feira, em meio a uma queda brusca e histórica, investidores estavam pagando para se livrar do petróleo.

Conhecido como “ouro negro”, o petróleo estava sendo oferecido a preços negativos porque os investidores temem não terem onde estocar a mercadoria. Isso acontece porque o petróleo sempre teve uma alta demanda e não parava estocado.

Agora, com a pandemia e grande parte das pessoas e industrias em um ritmo menor de consumo, está sendo produzido muito mais que o usado pelo mundo. Ou seja, os vendedores estavam dispostos a pagar para os clientes que quisessem fechar contratos de compra de petróleo para o mês de maio e aliviar os estoques.

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Se voltarmos um ano, o preço do mesmo barril era comercializado a US$ 66. Essa queda brusca no valor do barril já tem refletido.

Os impactos da queda do petróleo

Há 100 países e territórios reconhecidos como produtores de petróleo no mundo, um mercado global que emprega diretamente uma média de 4 milhões de pessoas.

Uma crise e diminuição no consumo afeta diretamente a economia da maior parte dos países do mundo. No Brasil, a balança comercial brasileira pode ser impactada. O país é um dos maiores produtores e o petróleo possui uma parcela importantes das exportações.

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A queda também deve refletir nos investimentos estrangeiros no setor de óleo e gás no Brasil. Além disso, há impactos na arrecadação. O que piora a situação fiscal no país.

A queda no preço dos barris influencia no valor das ações da Petrobras – quedas ou altas da empresa tem um importante reflexo na Bolsa brasileira.

Se o valor do petróleo cai no mercado internacional, a Petrobras tende a diminuir os preços internos. Esse fenômeno já aconteceu, houve um corte no preço médio da gasolina em 8% e o do diesel em 4% nas refinarias.

Desdobramentos da queda

Há pouco o que se pode fazer para impedir que o mercado sofra mais perdas no curto prazo. As refinadoras estão rejeitando o petróleo e devem seguir assim até o mercado aumentar o consumo. Quando os estoques diminuírem, o preço do barril deve voltar a subir.

O presidente americano, Donald Trump, confirmou que fará a compra de 75 milhões de barris de petróleo para reforçar a reserva do país. O governo dos EUA também considera suspender embarques de petróleo da Arábia Saudita para aumentar as demandas do mercado.

Na avaliação de diversos analistas e especialistas, o petróleo não deve voltar ao patamar de US$ 50 no final deste ano, o que deve influenciar projetos futuros no Brasil. Por isso, devemos esperar um período mais longo de petróleo com um valor mais baixo.

Até o momento, os contratos de venda de petróleo americano para junho também enfrentam uma queda significativa, mas são negociados em valores positivos, em torno de US$ 20 por barril.