IIF: fluxos de mercados emergentes atingem maior baixa desde abril

Paulo Amaral
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O Instituto de Finanças Internacionais (IIF) informou, nesta segunda-feira, 5 de março, que os fluxos líquidos estrangeiros de mercados emergentes atingiram o o menor índice do ano.

Segundo informações divulgadas pela agência Reuters, a desaceleração de março de 2021 foi a maior em quase um ano: US$ 10,1 bilhões.

O número é o pior registrado desde abril do ano passado, e é muito pior do que os apresentados em fevereiro, que foram de US$ 23,4 bilhões.

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Papel da China, segundo o IIF

De acordo com o IIF, coube a China a absorção de quase 90% dos fluxos líquidos entre os emergentes no mês passado.

Foram US$ 3,8 bilhões encaminhados para ações e US$ 5 bilhões para instrumentos de dívida chinesas.

Sem contar a China, as ações dos mercados dos demais países considerados emergentes canalizaram US$ 0,2 bilhão, enquanto US$ 1,2 bilhão foram para dívidas não chinesas.

Em nota pública divulgada em seu site, o IIF afirmou que as leituras foram “decepcionantes”, e comparou a situação atual com a liquidação dos mercados emergentes de 2019 e com a taper tantrum de 2013.

“Apesar das leituras decepcionantes, algum suporte positivo aos fluxos permanece, decorrente do aumento dos preços das commodities e da dinâmica construtiva do balanço de pagamentos. Nossa opinião é que o risco de contágio é menos grave do que durante a liquidação dos mercados emergentes em 2018 ou durante a taper tantrum de 2013.”