IIF altera previsão de retração do PIB brasileiro para 6,9% em 2020

Paulo Amaral
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O IIF (Instituto Internacional de Finanças) reviu sua previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil em 2020. Para pior.

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De acordo com relatório divulgado na terça-feira pela instituição, a expectativa é que o País feche o ano com uma retração de 6,9%, bem superior ao encolhimento de 4,1% previsto anteriormente.

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Segundo o IIF, a revisão para baixo aconteceu porque a crise causada pela pandemia de coronavírus terá efeitos duradores no Brasil.

América Latina

A redução na expectativa do PIB do Brasil também puxou para baixo os números do PIB de toda a América Latina para 2020.

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Segundo o IIF, a previsão, que antes apontava para uma retração de 4,5%, agora está em 7,5%.

“Embora a estabilização das condições financeiras seja positiva para as perspectivas na América Latina, o impacto sobre a atividade real no primeiro trimestre foi mais profundo do que esperávamos e os indicadores de sentimento devem permanecer deprimidos no segundo trimestre”, diz o comunicado.

Cenários diferentes

A análise do relatório do IIF apontou diferenças nos cenários da grande crise global de 2008 e a atual.

Segundo a instituição, há 12 anos a recuperada econômica global foi mais rápida impulsionada pela força de Pequim, hoje menor.

“Desta vez, o apoio político da China é moderado, como foi durante guerra tarifária de 2019. Isso é compatível com uma recuperação moderada na América Latina no segundo semestre do ano, supondo que a propagação do vírus esteja contida globalmente”.

Déficit fiscal até 2030

De acordo com a IFI (Instituição Fiscal Independente), órgão ligado ao Senado brasileiro, as contas públicas terão rombos sucessivos até 2030.

A pandemia de coronavírus causou um enorme impacto no cenário, apresentado pelo órgão nesta segunda-feira (25), durante audiência pública de acompanhamento das medidas de combate à Covid-19.

Felipe Salto, diretor-executivo da IFI, classificou o quadro como “muito grave”, mas defendeu os gastos nesse momento.

“O quadro é muito grave, mas não é verdade que não se deva gastar nesse momento. A partir do ano que vem, tem dever de casa, com aumento de receita, cortes de gastos, e manutenção dos efeitos preconizados pelo teto de gastos”.

O rombo previsto nas contas públicas somente para este ano de 2020 é de R$ 710 bilhões, que representam cerca de 9% do PIB do País.

Para a instituição, o PIB do País também sofrerá retração, mas não tão grande quanto a projetada pelo IIF.

De acordo com o órgão ligado ao Senado, o PIB do Brasil em 2020 pode apresentar uma retração de até 5,2%.

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