O Índice dos Gerentes de Compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços do Brasil, divulgado nesta quarta-feira (6) pela IHS Markit, subiu de 50,9 para 51,1 pontos em dezembro, apontando expansão leve. As leituras do indicador acima de 50 pontos indicam aquecimento da atividade econômica.
Conforme a IHS Markit, os prestadores de serviços se beneficiaram de mais um aumento no volume de novos negócios em dezembro. Por sua vez, este aumento propiciou um crescimento da produção. Além disso, as taxas de expansão aceleraram em relação a novembro.
Entretanto, com aumento nos casos de Covid-19 e esforços das empresas para equilibrar despesas, há queda no índice de emprego. Mas o desenvolvimento de vacinas já foi capaz de trazer um sentimento positivo para os próximos 12 meses. Enquanto isso, os custos médios subiram ao ritmo mais rápido desde meados de 2016. E ainda, a inflação dos preços cobrados acelerou ao ritmo mais elevado em um ano.
“O setor de serviços brasileiro terminou 2020 de forma melhor apesar da pandemia de Covid-19”, afirmou em nota a diretora econômica da IHS Markit, Pollyanna De Lima.
O crescimento foi generalizado nos cinco segmentos monitorados, destacando especialmente Transporte e Armazenamento.
Dados compostos
O índice consolidado de dados de produção caiu de 53,8 para 53,5 em dezembro. Apesar de apontar um ritmo sólido de crescimento, o ritmo de crescimento está mais lento na atual sequência de expansão.
Apesar de um período de cinco meses de expansão, o crescimento de novos pedidos não manteve o mesmo impulso. De acordo com a nota, houve aceleração do aumento das vendas no setor de serviços. Entre os fabricantes, porém, a expansão foi mais lenta.

Em dezembro, houve mais contratações por parte dos fabricantes de produtos, o que ajudou a equilibrar a queda de postos de trabalho no setor de serviços. Consequentemente, o índice de emprego no setor privado cresceu marginalmente durante o mês.
Além disso, o preço médio de insumos subiu. Mas não houve movimentação significativa na taxa de crescimento, em relação a novembro. A inflação dos preços no setor de fabricação se atenuou. Contudo, esta permanece mais rápida do que a observada no setor de serviços.
Por fim, as empresas do setor privado apresentaram os índices mais elevados de otimismo quanto ao futuro desde fevereiro. O aumento da confiança foi generalizado entre fabricantes e prestadores de serviços.
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