Iguatemi (IGTA3): lucro líquido soma R$ 61,56 mi no 3TRI, queda de 29,2%

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Iguatemi

A Iguatemi (IGTA3) reportou nesta quinta-feira (5) um lucro líquido de R$ 61,56 milhões no terceiro trimestre de 2020.

Isso significa uma redução de 29,2% na comparação com o terceiro trimestre do ano passado.

No acumulado de 2020, a companhia registra lucro líquido de R$ 120,3 milhões, queda de 40,6% sobre a base anual.

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A margem líquida ficou em 33,8% no período, uma redução de 13,9 p.p. em relação ao mesmo período de 2019.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) somou R$ 134,06 milhões, uma diminuição de 20,4%.

A margem Ebitda atingiu 73,6%, baixa de 18,8 pontos percentuais.

Receitas do Iguatemi

A receita líquida atingiu a cifra de R$ 182,13 milhões, se mantendo estável na base anual.

As vendas totais atingiram R$ 1,8 bilhão no trimestre, queda de 45,2% em relação ao mesmo período de 2019.

Os segmentos que melhor desempenharam nas vendas no trimestre foram as operações de serviços essenciais, como Mercados e Saúde & Beleza, informou a empresa.

Já as vendas mesmas lojas (SSS) caíram 37,5% e as vendas mesmas áreas (SAS) caíram 42,9% no trimestre.

Ao mesmo tempo, os aluguéis mesmas lojas (SSR) declinaram 28,5% e os aluguéis mesmas áreas (SAR) declinaram 32,8% no período.

Resultado Financeiro

O resultado financeiro foi uma despesa de R$ 20,9 milhões, uma redução de 23,6% sobre a base anual.

Conforme a Iguatemi, o resultado foi impactado pela queda da taxa de juros à qual 81,2% da dívida é indexada.

A inadimplência líquida foi negativa em 13,4%, um aumento de 13 % sobre a base anual motivada pelo cenário da pandemia.

“mas é importante ressaltar que esse indicador vem se mantendo estável mesmo com a retomada nas cobranças de aluguel”, declarou a Iguatemi.

Dívida

A Dívida Total da Companhia encerrou o trimestre em R$ 2,9 bilhões, 4,4% acima do trimestre anterior.

A Disponibilidade de Caixa encontrava-se em R$ 1,2 bilhões, diminuição de 2,6% em comparação ao trimestre anterior, levando a uma dívida líquida de R$ 1,7 bilhões.

A alavancagem financeira, medida pela relação dívida líquida / Ebitda ajustado, ficou em 3,11 vezes no final do trimestre, contra 2,35 vezes no mesmo período do ano passado.