IGP-M, que reajusta aluguel, sobe 1,05% na primeira prévia de abril

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Na primeira prévia de abril, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que é usado como referência para os reajustes do aluguel, acelerou, registrando 1,05%.

O indicador foi divulgado nesta quarta-feira (8) pela Fundação Getulio Vargas e apresentou alta em relação à primeira prévia do mês anterior, que foi de 0,15%.

Para a pesquisa, foram comparados os preços coletados no período de 21 a 31 de março com os de 21 de fevereiro a 20 de março. Isto significa que o decêndio avaliado capta apenas os primeiros dias de paralisações na economia decorrentes das medidas de contenção ao coronavírus, sem dar a dimensão exata do impacto da crise na inflação.

O que você verá neste artigo:

Entenda o IGP-M

O IGP-M é formado a partir de outros três indicadores. São eles: Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

IPA

O IPA subiu 1,43% no primeiro decêndio de abril. No mesmo período do mês de março, o índice variou 0,20%. O IPA corresponde a 60% do IGP-M.

Os Bens Finais passaram de 0,85% em março para -0,04% em abril. A principal contribuição para o resultado veio do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de -0,76% para -19,43%.

Os Bens Intermediários foram de -0,26% para 1,72%, com destaque para materiais e componentes para a manufatura (de 0,86% para 3,61%).

As Matérias-Primas Brutas foram de -0,01% para 2,66%. Destaque para minério de ferro (-6,80% para 5,60%), soja em grão (2,16% para 6,77%) e laranja (0,17% para 8,76%). Em sentido oposto, tiveram quedas bovinos (3,79% para -3,95%), aves (2,48% para -2,74%) e mandioca (0,70% para -3,52%).

IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,33% no período avaliado. No mês anterior, teve queda de 0,06%. Este índice representa 30% do resultado do IGP-M.

Cinco classes tiveram acréscimos:

  • Alimentação (0,22% para 1,24%), com destaque para hortaliças e legumes, cuja taxa passou de 0,56% para 9,31%
  • Educação, Leitura e Recreação (-1,08% para 0,49%)
  • Habitação (-0,18% para 0,38%)
  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,15% para 0,46%)
  • Despesas Diversas (0,00% para 0,43%)

Três classes tiveram quedas:

  • Transportes (-0,01% para -0,67%)
  • Vestuário (0,32% para -0,07%)
  • Comunicação (0,06% para 0,05%)

Nestas classes, destaque para gasolina (-1,39% para -2,65%), roupas (0,41% para -0,18%) e mensalidade para TV por assinatura (0,28% para 0,00%).

INCC

Por último, compondo 10% do IGP-M, vem o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que variou 0,16%. No mês anterior, o registro foi maior, de 0,34%.

Os três componentes do INCC registraram as seguintes taxas da variação na passagem do primeiro decêndio de março para o primeiro decêndio de abril: Materiais e Equipamentos (0,29% para 0,41%), Mão de Obra (0,40% para 0,00%) e Serviços (mantendo 0,17%).