IGP-M avança 2,74% em agosto, após alta de 2,23% em julho

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, variou 2,74% em agosto, com avanço em relação ao apurado em julho. No mês passado, o indicador ficou em 2,23%.

Com isto, o IGP-M acumula alta de 9,64% no ano e de 13,02% em 12 meses até agosto. No mesmo mês de 2019, o índice havia caído 0,67% e acumulava alta de 4,95% em 12 meses.

“O índice de preços ao produtor responde pela aceleração do IGP-M. Entre as matérias-primas brutas, o destaque foi o minério de ferro, que subiu 10,82% e respondeu por quase 30% do resultado”, explica André Braz, coordenador da pesquisa.

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Entre os bens intermediários, a principal influência partiu dos materiais para a manufatura, cuja taxa passou de 0,84% para 2,66%. Por fim, entre os bens finais, vale destacar a aceleração da taxa dos alimentos in natura, a qual passou de -14,63% para -4,28%.

O IGP-M é composto por três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (28), pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

IGP-M: preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,74% em agosto, ante 3% em julho.

Os Bens Finais subiram 1,25% em agosto. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 0,45%.

A principal contribuição partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -14,63% para -4,28%.

O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,49% em agosto, ante 1,28% do mês anterior.

Os Bens Intermediários subiram de 2,06% em julho para 2,73% em agosto. Destaque para materiais e componentes para a manufatura, que foram de 0,83% para 2,24%.

O índice de Bens Intermediários (ex), que exclui combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,91% em agosto, contra 0,81% em julho.

As Matérias-Primas Brutas subiram 6,93% em agosto, ante 6,35% em julho. Destaque para o minério de ferro (8,98% para 10,82%). E também para milho em grão (0,83% para 7,04%) e café em grão (-2,41% para 9,81%). Em sentido oposto, destacam-se os itens bovinos (8,94% para 4,12%), mandioca/aipim (4,87% para -6,92%) e soja em grão (8,89% para 7,04%).

IGP-M: preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,48% em agosto, ante 0,49% em julho. Destaque para Transportes (1,45% para 0,87%). A taxa da gasolina passou de 4,45% em julho para 2,66% em agosto.

Também apresentou decréscimo em suas taxas de variação o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,12% para -0,62%). Ainda Comunicação (0,61% para 0,35%) e Vestuário (-0,24% para -0,32%). Com destaque para passagem aérea (13,55% para -3,57%), mensalidade para TV por assinatura (1,46% para 0,91%) e roupas (-0,38% para -0,43%).

Alimentação (0,05% para 0,61%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,32% para 0,59%), Habitação (0,49% para 0,58%) e Despesas Diversas (0,20% para 0,44%) registraram acréscimo. Destaques para hortaliças e legumes (-12,27% para -7,20%), artigos de higiene e cuidado pessoal (-0,45% para 1,05%). Também tarifa de eletricidade residencial (1,09% para 1,51%) e serviços bancários (0,25% para 0,55%).

Custo da Construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,82% em agosto, ante 0,84% de julho. Materiais e Equipamentos foram de 0,92% para 1,43%. Serviços, de 0,09% para 0,20%. E Mão de Obra, em sentido contrário, recuou de 0,92% para 0,52%.