IGP-M, que ajusta aluguel, fica estável na 2a prévia de maio

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pexels

Usado como referência para o reajuste do aluguel, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) ficou praticamente estável na segunda prévia de maio, com variação positiva de 0,01%. No mesmo período de abril, a leitura foi de 1%.

A divulgação foi feita nesta quarta-feira (20) pela Fundação Getulio Vargas.

“A queda de braço entre os preços dos alimentos e dos combustíveis segue influenciando o resultado do IGP”, afirma o coordenador da pesquisa, André Braz.

Em maio, ele explica, as fontes de pressão do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), se inverteram. Os alimentos tiveram recuo no preço e os combustíveis, alta.

Até então, os alimentos eram os que mais pressionavam a inflação positivamente, devido à corrida aos supermercados decorrente das quarentenas. Em sentido contrário, os preços dos combustíveis recuavam devido às medidas de isolamento social.

“Os aumentos autorizados nas refinarias devem contribuir para aceleração do IGP-M até o final do mês”, explica.

 

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Composição do IGP-M

O IGP-M é formado a partir de outros três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

IPA recua no período

O IPA passou de 1,36% no segundo decêndio de abril para 0,18% no segundo decêndio de maio. Os Bens Finais intensificaram a queda passando de -0,02% em abril para -0,33% em maio. A maior contribuição veio do subgrupo alimentos in natura (8,18% para -0,90%).

Os Bens Intermediários variaram -1,39%, ante 0,23% no mesmo período de abril. Destaque para materiais e componentes para a manufatura (de 3,21% para 0,08%).

Matérias-Primas Brutas foram de 3,93% para 2,26% na comparação entre os mesmos períodos de abril e maio. Destaques para bovinos (-3,07% para 0,35%), aves (-4,39% para -2,12%) e cana-de-açúcar (0,76% para 1,72%). Em sentido oposto ficaram milho em grão (3,00% para -7,62%), soja em grão (8,26% para 4,44%) e café em grão (9,44% para 0,77%).

IPC tem queda

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) caiu 0,59%, após alta de 0,28% no mesmo período de coleta de abril. Todas as classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo. Destaque para Transportes (-1,04% para -2,74%), com gasolina recuando de -3,59% para -8,93%.

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Também foram computados decréscimos nas taxas de variação dos grupos Educação, Leitura e Recreação (0,41% para -1,77%), Alimentação (1,42% para 0,45%), Habitação (0,38% para -0,09%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,46% para 0,24%), Vestuário (-0,08% para -0,27%), Despesas Diversas (0,41% para 0,31%) e Comunicação (0,06% para 0,02%).

IGP-M: INCC também recua

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,21%. Materiais e Equipamentos foram de 0,57% para 0,58%. Serviços, de 0,15% para -0,03%. Mão-de-Obra não variou.