IGP-M, que ajusta aluguéis, salta para 4,41% na primeira prévia do mês

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/iStock Photos

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, avançou com força na primeira prévia de setembro, chegando a 4,41%. Em agosto, o índice ficou em 2,74%, já com avanço em relação ao apurado em julho (2,23%).

Comparativamente à primeira prévia de agosto, houve avanço também: na época, o indicador marcava 1,46%.

Com este resultado, a taxa em 12 meses pulou de 11,61% para 18,01%.

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A principal contribuição para o resultado partiu do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), cuja taxa passou de 1,85% para 6,14%. Este é o maior resultado desde julho de 1994, quando o índice subiu 17,95%.

“A principal fonte de pressão partiu dos preços das matérias-primas brutas, que avançaram 11,37% sob influência das altas captadas para o minério de ferro (20,08%) e para a soja (11,48%)”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

O IGP-M é composto por três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (10), pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

IGP-M: preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 6,14%. No mesmo período de agosto, o índice subiu 1,85%.
Os Bens Finais subiram 2,70%, após variar 0,90% em agosto. A principal contribuição veio dos alimentos processados, cuja taxa passou de 1,92% para 6,01%.

Os Bens Intermediários foram de 2,30% no primeiro decêndio de agosto para 3,57% no primeiro decêndio de setembro. Com destaque para materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 1,72% para 3,07%.

As Matérias-Primas Brutas foram de 2,32% para 11,37%. Destaque para minério de ferro (1,73% para 20,08%), soja em grão (2,83% para 11,48%) e milho em grão (2,36% para 13,49%). Em sentido oposto, tiveram recuo cana-de-açúcar (3,05% para 1,64%), suínos (21,43% para 10,96%) e laranja (6,24% para 1,14%).

IGP-M: preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,35% na primeira leitura de setembro, ante 0,32% do mesmo período de agosto. Destaque para Educação, Leitura e Recreação (-0,93% para 0,40%) e o item passagem aérea (-8,50% para 6,74%).

Habitação foi de 0,29% para 0,37%, com destaque para condomínio residencial (0,09% para 0,63%).

Tiveram recuo Transportes (0,92% para 0,76%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para 0,29%), Comunicação (0,41% para 0,01%), Vestuário (-0,81% para -1,10%), Despesas Diversas (0,19% para 0,17%) e Alimentação (0,43% para 0,42%).

Custos da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 0,88% no primeiro decêndio de setembro, taxa inferior a apurada no mês anterior, quando o índice havia sido de 1,26%. Materiais e Equipamentos foram de 1,41% para 2,17%. Serviços, de 0,18% para 0,14%. E Mão de Obra, de 1,35% para 0,12%.