IGP-10 avança 2,53% em agosto; minério de ferro puxa alta

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Marcello Casalo Jr/Agência Brasil

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,53% em agosto, acima da mediana das projeções, que era de 2,11%.

Em julho, o índice havia subido 1,91%.

Com o resultado, o IGP-10 acumula alta de 9,24% no ano e de 11,84% em 12 meses até agosto. Na comparação anual, o IGP-10 teve queda de 0,47% no mês e alta de 5,20% em 12 meses.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do indicador, subiu 3,38%, ante 2,54% do mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-10, variou 0,48%, com recuo ante os 0,50% de julho.

E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-10, variou 1,01%, acima dos 0,62% de julho.

Os preços das commodities, especialmente minério de ferro (5,78% para 9,82%) e soja (5,17% para 6,73%), contribuíram para a elevação da taxa do IGP-10. Efeitos sazonais, como aumento do preço do leite in natura, que subiu 13,76% ante 8,61% do mês anterior, também se destacam. É o que aponta o pesquisador André Braz.

A divulgação foi feita nesta sexta-feira (14) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

IGP-10: preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,38% em agosto. Os Bens Finais variaram de 1,02% em julho para 0,86% em agosto. A principal contribuição partiu do subgrupo combustíveis para o consumo, cuja taxa passou de 17,04% para 7,63%.

Os Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,21% em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido 1,45%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de 2,47% em julho para 2,64% em agosto. Destaque para materiais e componentes para a construção, cuja taxa passou de 0,43% para 1,73%. O Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,58% em agosto, ante 1,35% no mês anterior.

O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de 4,09% em julho para 6,45% em agosto. As principais contribuições partiram de minério de ferro (5,78% para 9,82%), milho em grão (-2,06% para 4,53%) e café em grão (-9,28% para 6,96%). Em sentido descendente, destaque para bovinos (8,69% para 5,02%), aves (10,79% para 2,94%) e mandioca/aipim (1,79% para -1,02%).

IGP-10: preço ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,48% em agosto. Destaque para o recuo do grupo Educação, Leitura e Recreação (0,21% para -0,77%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item passagem aérea, cuja taxa passou de 13,64% para -3,24%.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação o grupo Transportes (1,37% para 1,14%). Também Vestuário (-0,06% para -0,25%) e Alimentação (0,34% para 0,33%).

Em contrapartida, os grupos Habitação (0,26% para 0,64%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,40% para 0,50%), Despesas Diversas (0,20% para 0,42%) e Comunicação (0,60% para 0,72%) apresentaram acréscimo.

Custo da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,01% em agosto. Materiais e Equipamentos foi de 0,97% para 1,33%. Serviços, de 0,10% para 0,25%. E Mão de Obra, de 0,47% para 0,93%.