IGP-M, que ajusta aluguel, avança na segunda prévia de setembro

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que ajusta os aluguéis, subiu para 4,57% na segunda prévia de setembro. Na primeira prévia, a alta foi de 4,41%. Em julho, a leitura foi de 2,34%.

Com o resultado, a taxa acumulada em 12 meses passou de 12,58% para 18,20%. As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

Inflação ao produtor puxa a alta do indicador

O IGP-M é composto por três indicadores. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) representa 60% do IGP-M. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) responde por 30%. E o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), pelos outros 10%.

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As taxas observadas para o IPC e o INCC não registraram mudança significativa em comparação ao mês de agosto.

Já a inflação ao produtor segue em aceleração e espalhada entre os estágios de processamento. Destaque para as matérias-primas brutas, cuja variação média passou de 5,60% para 11,31%.

“Neste grupo, destacam-se minério de ferro (9,24% para 17,01%) e soja (4,73% para 12,53%), que juntos responderam por 42% do resultado do IPA.”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

Alta é pontual, diz analista

Para Pedro Galdi, analista da Mirae Asset, apesar da alta do IGP-M, a pressão inflacionária segue no curto prazo, mas se apresenta como um evento pontual. “As projeções de inflação para 2021 se mostram muito inferiores ao que está sendo registrado neste ano”, afirma.

IGP-M: preços ao produtor

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 6,36% no segundo decêndio de setembro. Isto ante 3,15% no segundo decêndio de agosto. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais passaram de 0,96% em agosto para 2,89%. A maior contribuição veio de alimentos processados (2,41% para 6,21%).

Bens Intermediários subiu 4,14%, ante 2,67% no mesmo período de agosto. Destaque para materiais e componentes para a manufatura (2,27% para 4,13%).

Matérias-Primas Brutas foi de 5,60% para 11,31%. Destaque para minério de ferro (9,24% para 17,01%), soja em grão (4,73% para 12,53%) e milho em grão (4,33% para 14,27%).

Em sentido oposto, destacam-se os itens leite in natura (12,40% para 9,29%), suínos (23,94% para 12,90%) e laranja (7,89% para 2,76%).

IGP-M: preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,38% no segundo decêndio de setembro, após subir 0,41% no mesmo período de coleta de agosto.

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo. Destaque para Saúde e Cuidados Pessoais (0,54% para -0,50%). Vale mencionar o comportamento do item plano e seguro de saúde, cuja taxa passou de 0,60% para -2,40%.

Também tiveram decréscimos Comunicação (0,38% para 0,01%), Vestuário (-0,50% para -0,73%) e Despesas Diversas (0,43% para 0,29%).

Educação, Leitura e Recreação (-0,73% para 0,40%), Alimentação (0,50% para 0,80%), Transportes (0,92% para 0,94%) e Habitação (0,47% para 0,48%) registraram acréscimo.

As maiores variações foram observadas em passagem aérea (-5,47% para 6,74%), hortaliças e legumes (-6,68% para -4,29%). Também em etanol (0,21% para 2,39%) e gás de bujão (-0,09% para 1,28%).

Custo da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,98%, ante 0,96% do mesmo período do mês anterior. Materiais e Equipamentos foi de 1,49% para 2,52%. Serviços, de 0,22% para 0,06%. E Mão de Obra, de 0,73% para 0,07%.