IGP-M avança 2,58%, acima da projeção, e acumula 25,71% em 12 meses

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Marcello Casal Jr/Ag. Brasil

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), que reajusta o aluguel, teve alta de 2,58% em janeiro, acima da projeção de 2,38% do mercado. No mês anterior, a alta foi de 0,96%.
Em 12 meses até janeiro, o IGP-M acumula alta de 25,71%.

Comparativamente, em janeiro de 2020, o índice havia subido 0,48% e acumulava alta de 7,81% em 12 meses.

Segundo o coordenador da pesquisa divulgada nesta quinta-feira pela FGV, André Braz, o resultado repercute especialmente o aumento de preços das commodities e dos combustíveis. “A taxa do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) voltou acelerar. A variação apresentada pelo minério de ferro (4,34% para 22,87%) foi a maior influência positiva do índice ao produtor, que registrou alta de 3,38%, a maior taxa de variação desde novembro de 2020, quando havia subido 4,26%”, diz.

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O IGP-M é calculado a partir do Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e do Índice Nacional de Custo da Construção (INCC).

IGP-M: preços ao produtor

OÍndice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,38% em janeiro, ante 0,90% em dezembro. Na análise por estágios de processamento, a taxa do grupo Bens Finais variou 1,09% em janeiro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 2,04%. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados, cuja taxa passou de 2,29% para 0,32%, no mesmo período. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,77% em janeiro, ante 1,34% no mês anterior.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 1,86% em dezembro para 2,54% em janeiro. O principal responsável por este movimento foi o subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cujo percentual passou de 1,30% para 1,98%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 2,00% em janeiro, contra 1,51% em dezembro.

O estágio das Matérias-Primas Brutas subiu 5,86% em janeiro, após queda de 0,74% em dezembro.

IGP-M: preços ao consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,41% em janeiro, ante 1,21% em dezembro. Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram decréscimo em suas taxas de variação. A principal contribuição partiu do grupo Habitação (2,11% para 0,04%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial. A taxa passou de 8,59% em dezembro para -1,06% em janeiro.

Também apresentaram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (2,63% para -1,74%), Alimentação (1,72% para 1,52%) e Comunicação (0,10% para -0,05%).

Registraram acréscimos:

  • Saúde e Cuidados Pessoais (0,06% para 0,54%),
  • Vestuário (-0,17% para 0,69%),
  • Despesas Diversas (0,28% para 0,31%)
  • Transportes (0,71% para 0,73%)

Custo da construção

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,93% em janeiro, ante 0,88% no mês anterior. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de dezembro para janeiro. Materiais e Equipamentos foram de 2,08% para 1,43%. Serviços, de 0,38% para 0,48%. E mão-de-obra, de 0,06% para 0,61%.