IGP-DI recua em março, mas preços ao consumidor seguem em aceleração

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) subiu 2,17% em março, ante 2,71% de fevereiro.

No ano, o indicador acumula alta de 7,99%. E, em 12 meses, de 30,63%. Um ano atrás, o índice variava 1,64% e acumulava elevação de 7,01% em 12 meses.

Em março, a inflação para o produtor e para a construção civil recuou, mas a inflação ao consumidor registou aceleração.

Os energéticos foram os responsáveis pelo avanço do Índice de Preços ao Consumidor, com destaque para gasolina (11,05%), etanol (17,33%), tarifa de energia (1,02%) e gás de bujão (4,04%).

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do IGP-DI, subiu 1,00% em março, após variar 0,54% em fevereiro. O núcleo do IPC registrou taxa de 0,31% em março, ante 0,28% no mês anterior.

IGP-DI

Reprodução/FGV

Cinco das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Transporte (2,29% para 3,89%), Habitação (0,08% para 0,75%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,29% para 0,57%), Vestuário (0,03% para 0,11%) e Comunicação (-0,07% para 0,01%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,12% para -0,37%), Alimentação (0,09% para 0,03%) e Despesas Diversas (0,24% para 0,22%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que responde por 60% do IGP-DI, variou 2,59% em março, ante 3,40% em fevereiro.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), que representa 10% do IGP-DI, variou 1,30% em março, ante 1,89% no mês anterior.