IGP-10 sobe 2,99% em março, acima do consenso de 2,84%

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução / Pixabay

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) subiu 2,99% em março, acima do consenso de 2,84%. No mês anterior, o índice havia apresentado taxa de 2,97%.

Com o resultado, o índice acumula alta de 7,47% no ano e de 31,16% em 12 meses. Em março de 2020, o índice variara 0,64% no mês e acumulava elevação de 6,59% em 12 meses.

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IGP-10: o que é?

O IGP-10 é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP), da FGV. Ele registra a inflação desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços finais. Mas, diferentemente do IGP do mês, ele acompanha a evolução dos preços em um período de 10 dias.

Ele é formado por outros três indicadores: preços ao produtor (IPA, na proporção de 60%), preços ao consumidor (IPC, 30%) e custo da construção (INCC, 10%).

Diesel e gasolina puxam alta

“Os aumentos autorizados para diesel (5,56% para 22,06%) e gasolina (12,68% para 23,04%) nas refinarias estão influenciando o resultado. Tais combustíveis responderam por 21% do resultado do IPA. No IPC, a gasolina (3,21% para 8,52%), principal influência do indicador, respondeu por 63% do resultado da inflação ao consumidor”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 3,69% em março. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 3,90%.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,71% em março. Em fevereiro, o índice havia apresentado taxa de 0,35%.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,96% em março. No mês anterior a taxa variou 0,98%.