IGP-10 desacelera para 1,97% em dezembro; no ano acumula alta de 24,16%

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10), divulgado nesta terça-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV) teve alta de 1,97% em dezembro. Uma desaceleração na comparação com novembro, quando tinha sido de 3,51%. De acordo com os dados, o acumulado neste ano é de 24,16%. Em dezembro de 2019, o IGP-10 subiu 1,69% no mês e acumulava elevação de 6,39% em 12 meses.

O IGP-10 é a primeira versão do índice geral a fechar o ano calendário. Este, portanto, acumulou alta de 24,16%. Conforme André Braz, coordenador dos Índices de Preços, a principal contribuição partiu do IPA, que subiu 33,05% em 2020. 

“Já o IPC fechou o ano com alta de 4,72%, acima da meta de inflação. O grupo alimentação, que subiu 13,29% no ano, respondeu por 52% da inflação ao consumidor”, disse Braz. “Por fim, o INCC subiu 8,50% em 2020. O destaque ficou por conta do materiais, equipamentos e serviços, cujos os preços avançaram 15,34% no ano”. 

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Queda no IPA

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) variou 2,27% em dezembro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de 4,59%. Além disso, na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 2,94% para 2,46% em dezembro. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, que foi de 10,85% para 7,50%.

O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,99% em dezembro. No mês anterior, a taxa havia sido 2,31%.

A taxa do grupo Bens Intermediários variou de 4,23% em novembro para 2,66% em dezembro. Conforme o índice, a principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo materiais e componentes para a manufatura, cuja taxa passou de 4,69% para 2,53%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, variou 2,57% em dezembro, ante 4,31% no mês anterior.

Conforme o índice, o grupo Matérias-Primas Brutas passou de 6,19% em novembro para 1,80% em dezembro. As principais contribuições para este recuo partiram de três itens. Soja em grão (13,87% para 0,07%), milho em grão (20,85% para 7,22%) e mandioca/aipim (12,73% para -1,68%). Por outro lado, os movimentos de alta ocorreram nos itens minério de ferro (-1,40% para -0,17%), café em grão (-1,85% para 6,97%) e aves (4,70% para 6,86%).

Índice de Preços ao Consumidor

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,27% em dezembro. Em novembro, o índice havia apresentado taxa de 0,55%. Sete das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação. De acordo com a FGV, os destaque foram para o grupo Educação, Leitura e Recreação (0,40% para 4,50%). Nesta classe de despesa, vale citar o comportamento de passagem aérea, cuja taxa passou de 3,03% para 36,45%.

Por fim, as principais altas nas taxas de variação são dos grupos Habitação (0,25% para 1,21%), Alimentação (1,54% para 1,95%), Transportes (0,66% para 0,93%).

Por outro lado, apenas o grupo Vestuário (0,27% para -0,23%) apresentou decréscimo em sua taxa de variação. A principal contribuição para este movimento partiu do item roupas, cuja taxa passou de 0,23% para -0,31%.

Conforme a FGV, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) variou 1,12% em dezembro. No mês anterior a taxa subiu 1,51%. Os três grupos componentes do INCC registraram as seguintes variações na passagem de novembro para dezembro. As altas são de Materiais e Equipamentos (3,47% para 2,49%), Serviços (0,57% para 0,54%) e Mão de Obra (0,24% para 0,18%).

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