IGP-10 cai 0,31% em outubro, diz FGV; no ano acumula 16,08%

Matheus Gagliano
Colaborador do Torcedores
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A inflação medida pelo Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10) caiu 0,31% em outubro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,37%. Com isso, o índice acumula alta de 16,08% no ano. Em 12 meses, o acúmulo é de 22,53%. Há um ano, o índice subira 3,20% no mês e acumulava elevação de 19,85% em 12 meses.

Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (15), pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).

André Braz, Coordenador dos Índices de Preços da fundação explicou que o preço do minério de ferro registrou nova queda, agora de 19,46%. Assim, ajudou a manter o IGP-10 em terreno negativo.

Outros itens como Milho (-4,99%) e bovinos (-4,11%) também contribuíram para o arrefecimento das preções inflacionárias ao produtor. “Já os preços ao consumidor seguem sob forte influência dos aumentos registrados para energia elétrica e combustíveis”, afirmou.

IGP-10: Preços ao Produtos Amplo cai 0,77%

Dentro do IGP-10, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) caiu 0,77% em outubro. No mês anterior, o índice havia registrado taxa de -0,76%. Na análise por estágios de processamento, os preços dos Bens Finais variaram de 2,13% em setembro para 1,10% em outubro.

A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos processados. Neste, a taxa passou de 2,61% para 1,28%. O índice relativo a Bens Finais, que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 1,08% em outubro. No mês anterior, a taxa subira 1,66%.

Por sua vez, Bens Intermediários passou de 1,83% para 1,91%. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção. A taxa deste item passou de 0,14% para 3,62%. O índice de Bens Intermediários, obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,65% em outubro. No mês anterior havia sido de 2,09%.

IPC sobe 1,26%

Já o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 1,26% em outubro ante 0,93% no mês anterior. Seis das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas. Estes são Educação, Leitura e Recreação (1,34% para 3,50%), Habitação (1,33% para 1,67%), Transportes (0,97% para 1,23%), Alimentação (1,05% para 1,30%),  Comunicação (0,12% para 0,35%) e Vestuário (0,18% para 0,40%).

Porém, as principais contribuições para a alta partiram de passagem aérea (11,50% para 28,66%), tarifa de eletricidade residencial (3,06% para 5,41%), gasolina (1,72% para 2,49%), entre outros.

Em contrapartida, os grupos Saúde e Cuidados Pessoais (0,50% para 0,10%) e Despesas Diversas (0,29% para 0,25%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Por fim, o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,53%. No mês anterior a taxa variou 0,43%. Serviços caiu de 0,49% para 0,42%. Mão de Obra subiu de 0,08% para 0,29%. E o grupo Materiais e Equipamentos repetiu a taxa do mês anterior, de 0,82%.