IGP-10 avança 1,18% em agosto, com efeitos da seca e das geadas

Cláudia Zucare Boscoli
Jornalista formada pela Cásper Líbero, com pós-graduação em Jornalismo Econômico pela PUC-SP, especialização em Marketing Digital pela FGV e extensão em Jornalismo Social pela Universidade de Navarra (Espanha), com passagens por IstoÉ Online, Diário de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e Editora Abril.
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Crédito: Reprodução/Flickr

O Índice Geral de Preços – 10 (IGP-10), da FGV, avançou 1,18% em agosto, ante 0,18% de julho, com efeitos da seca e das geadas impactando o preço ao produtor. A alta é de 16,88% no ano e de 32,84% em 12 meses. Comparativamente, em agosto de 2020, a alta foi de 2,53%, mas de 11,84% em 12 meses.

“Os efeitos da seca e das geadas estão mais evidentes no resultado do índice ao produtor. Entre os bens finais, os preços dos alimentos in natura avançaram 5,12%. Já entre as matérias-primas, os destaques foram as culturas mais afetadas pelo clima como milho (10,03%) e café (13,76%). Afora os preços dos alimentos, os combustíveis e lubrificantes para a produção subiram 3,72% e também contribuiram para a aceleração da inflação ao produtor”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.

O IGP-10 é formado pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), pelo Índice de Preços ao Consumidor (IPC) e pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), na proporção de 60%, 30% e 10%, respectivamente. Ele é uma das versões do Índice Geral de Preços (IGP) e difere deste pelo período da pesquisa (do dia 11 do mês anterior até o dia 10 do mês atual).

IGP-10: IPA

O IPA subiu 1,29% em agosto. No mês anterior, o índice havia registrado queda de 0,07%. Os preços dos Bens Finais variaram de 1,27% em julho para 1,60% em agosto. A principal contribuição para este resultado partiu do subgrupo alimentos in natura, cuja taxa passou de -2,21% para 5,12%. O índice relativo a Bens Finais (ex), que exclui os subgrupos alimentos in natura e combustíveis para o consumo, variou 0,97% em agosto. No mês anterior, a taxa havia sido 1,58%.

A taxa do grupo Bens Intermediários passou de 0,90% em julho para 1,93% em agosto. A principal contribuição para este movimento partiu do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa passou de -0,27% para 3,72%. O índice de Bens Intermediários (ex), obtido após a exclusão do subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, subiu 1,65% em agosto, ante 1,08% no mês anterior.
O índice do grupo Matérias-Primas Brutas passou de -1,78% em julho para 0,55% em agosto.

IGP-10: IPC

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) subiu 0,88% em agosto. Em julho, o índice havia apresentado taxa de 0,70%.

Quatro das oito classes de despesa componentes do índice registraram acréscimo em suas taxas de variação: Alimentação (0,45% para 1,13%), Saúde e Cuidados Pessoais (-0,24% para 0,45%), Habitação (1,17% para 1,56%) e Transportes (0,81% para 0,93%). As principais contribuições para este movimento partiram dos seguintes itens: hortaliças e legumes (-7,67% para 5,17%), plano e seguro de saúde (-1,27% para 0,62%),tarifa de eletricidade residencial (3,86% para 5,74%) e gasolina (1,42% para 2,13%).

Em contrapartida, os grupos Educação, Leitura e Recreação (2,23% para 0,51%), Comunicação (0,04% para -0,13%), Vestuário (0,34% para 0,17%) e Despesas Diversas (0,18% para 0,10%) apresentaram decréscimo em suas taxas de variação.

Custo da construção

Já o INCC variou 0,79% em agosto. As variações foram: Materiais e Equipamentos (1,43% para 1,44%), Serviços (0,70% para 0,77%) e Mão de Obra (1,45% para 0,24%).