IGMI-R inicia 2020 confirmando curva de crescimento mostrada em 2019

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor

Crédito: Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

O Índice Geral de Preços Imobiliários – Comercial (IGMI-R), da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (ABECIP) divulgou os números referentes ao mês de janeiro de 2020 e informa uma variação praticamente idêntica à do último mês de 2019. Enquanto os primeiros 30 dias do ano ficaram com alta de 1,03%, o mês anterior apresentou 1,07%, confirmando uma curva de crescimento contínua.

Nos 12 meses, a variação de 2019 ficou em 4,11%, enquanto o período de janeiro a janeiro ficou em 5,17%. “Repetindo a tendência observada nos últimos meses, esse resultado foi novamente influenciado de forma positiva mais fortemente pelo desempenho dos preços dos imóveis residenciais na cidade de São Paulo”, diz a nota da associação.

IGMI-R nas Capitais

São Paulo saiu na frente das outras capitais analisadas. O IGMI-R em janeiro de 2020, para a capital paulista, ficou em 1,69%, enquanto o acumulado dos 12 meses fechou em 8,66%.

No índice de janeiro, Goiânia obteve 1,37% em janeiro e 4,90% no acumulado dos 12 meses. Foi seguida de Brasília, com 1,35% em janeiro e 5,44% nos 12 meses, a segunda melhor capital nesse quesito.

Na sequência, vieram Salvador (1,25%/janeiro e 4,76%/12 meses), Curitiba (1,24% e 5,08%), Fortaleza (0,68% e 1,94%), Recife (0,57% e 2,37%), Porto Alegre (0,34% e 4,09%) e Belo Horizonte (0,24% e 2,29%).

A única capital que teve recuo no IGMI-R foi o Rio de Janeiro, com 0,04% nos primeiros 30 dias do ano. Entretanto, no acumulado dos 12 meses, a capital fluminense subiu 1,49%.

Com relação ao Brasil, o IGMI-R de janeiro ficou em 1,03%, com acumulado de 12 meses em 5,17%, salientando a curva ascendente.

Segundo a nota da associação, em Salvador, Goiânia, Curitiba e Brasília, “as variações perto ou acima de 5% já representam uma pequena recuperação dos preços dos imóveis residências em termos reais, considerando-se a variação dos índices de preços ao consumidor no período”.

Vale lembrar que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial do país, acumulou alta de 4,31% em 2019.

Perspectivas para 2020

A associação analisa que “os principais indicadores do nível de atividades na economia brasileira na passagem de 2019 para 2020 ainda não permitem identificar uma consistência no processo de retomada capaz de aumentar significativamente a probabilidade de aceleração”.

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Mas ela explica que “os níveis historicamente baixos das taxas de juros e a retomada gradual do mercado de trabalho continuam fornecendo argumentos para expectativas positivas em relação à demanda por imóveis residenciais ao longo dos próximos meses. Esse é um cenário favorável à disseminação da recuperação dos preços do setor em termos reais, por enquanto mais evidente na cidade de São Paulo, para as demais capitais”.

E encerra dizendo que “o ritmo dessa recuperação continua condicionado à aprovação de reformas capazes de melhorar a percepção em relação ao ambiente de negócios, de forma suficiente para alavancar uma retomada do nível de investimentos”.


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