FII: IFIX fecha semana no zero a zero; BMLC11B e BBVJ11 puxam alta

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.

Crédito: Pixabay

O IFIX fechou a primeira semana de julho no zero a zero, com avanço de 0,01% aos 2.813,16 pontos.

Em uma sessão marcada por fortes oscilações, a mínima do dia bateu em 2.811,13 pontos. Por outro lado, na máxima o IFIX atingiu os 2.817,24 pontos.

Para julho, o índice acumula uma valorização de 0,25%. Entretanto, no ano a queda é de 12,1%.

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Maiores altas

Entre os Fundos Imobiliários que puxaram a alta nesta sexta-feira estavam: BM Brascan Lajes Corporativas (BMLC11B), Cidade Jardim Continental Tower (BBVJ11), RB Capital Renda I (FIIP11B), Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11) e Caixa Rio Bravo Fundo de Fundos (CXRI11).

Na contramão, as maiores quedas da carteira estiveram nos seguintes fundos: XP LOG (XPLG11), Torre Almirante (ALMI11), Capitânia Securities II (CPTS11B), Fator Verità (VRTA11) e JHSF Rio Bravo Fazenda Boa Vista (RBBV11).

A movimentação financeira para o dia foi de R$ 187,58 milhões.

Veja o gráfico do dia


FII: Maiores Altas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
BMLC11B96,846,99%
BBVJ1161,005,14%
FIIP11B192,004,02%
PLCR1183,883,54%
CXRI111.686,693,22%

FII: Maiores Baixas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
XPLG11125,51-2,71%
ALMI111.345,23-1,81%
CPTS11102,99-1,73%
VRTA11108,10-1,73%
RBBV1192,70-1,54%

IFIX versus ações

Criado pela Bolsa brasileira, o IFIX tem por objetivo medir a performance de uma carteira.

Trata-se de uma composição de cotas de Fundos Imobiliários que são listados para negociação nos ambientes administrados pela bolsa. Entretanto, esse indicador costuma variar bem menos que o próprio Ibovespa.

Em comparação à bolsa, nesta sexta-feira, o conjunto de fundos de investimentos imobiliários registrou uma desvalorização frente ao principal índice da bolsa, que subiu 0,55%.

Veja a movimentação de fundos

A XP Investimentos atualizou sua carteira recomendada de fundos imobiliários (FIIS) para o mês de julho.

Para o analista Renan Miranda, os destaques positivos foram para os FIIS do segmento de galpões logísticos e os híbridos, com ênfase nos fundos XP Log, CSHG Renda Urbana e Vinci Logística

Já no campo negativo, os fundos Kinea Índice de Preços e RBR Alpha Multiestratégia caíram 1,8% e -1,6%, respectivamente.

Segundo a empresa, a performance da carteira recomendada foi de 8,3% no mês de junho (2,7 p.p acima do IFIX e 3,6 p.p acima do XPFI).

Com isso, a carteira acumula a performance de 24,5% nos últimos 12 meses (17,7 p.p acima do IFIX e 18,9 p.p acima do XPFI).

De acordo com a gestora, entrou na carteira o CSHG Recebíveis (HGCR11). Este fundo tem por objetivo o investimento em CRIs.

Alocação dos recursos

Apesar da grande alocação em ativos considerados não alvos, a gestão vem trabalhando ativamente na alocação dos recursos levantados na última emissão de cotas.

O Kinea Índice de Preços (KNIP11) deixou a carteira da XP para o mês de julho.

Trata-se de um fundo dedicado aos investimentos em ativos de renda fixa com lastro imobiliário, especialmente CRIs indexados à inflação.

O portfólio do fundo está atualmente alocado em 97,5% em CRIs atreladas à inflação e o restante em caixa.

A razão da saída se dá, segundo a gestora, devido à combinação de inflação em patamares baixos e controlados (principalmente o IPCA) e alocação do portfólio do fundo majoritariamente em ativos atrelados ao IPCA (95,5% da carteira).

A XP disse acreditar que a distribuição de dividendos do fundo deve continuar pressionada no curto e médio prazo.