FII: IFIX avança 0,10% puxado por HCTR11 e XPPR11

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
1

Crédito: Pixabay

O IFIX seguiu a sessão desta quinta-feira, 15, em mais um dia de alta, subindo 0,1% aos 2.812,68 pontos.

A mínima para índice de FIIs bateu em 2.809,51 pontos, enquanto a máxima foi de 2.813,81.

Em outubro, o IFIX registra alta de 0,64%. Já no acumulado de 2020, o índice recua 11,89%.

BDRs| Aprenda mais sobre essa classe de Ativos

A movimentação financeira para esta quinta-feira foi de R$ 217,15 milhões.

Destaques do dia

As maiores alta da carteira foram em: Hectare CE (HCTR11), XP Properties (XPPR11), Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11), Valora RE III (VGIR11), Kinea Renda Imobiliária (KNCR11).

Por outro lado, as maiores quedas foram nos seguintes FIIs: Santander Renda de Aluguéis (SARE11), Rio Bravo Renda Varejo (RBVA11), BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11), Ourinvest Logística (OULG11), Square Faria Lima (FLMA11).

Veja o gráfico do dia

Fonte:B3

FII: Maiores Altas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
HCTR11R$ 136,273,12%
XPPR11R$ 86,131,57%
PLCR11R$ 83,001,34%
VGIR11R$ 88,501,14%
KNCR11R$ 91,990,95%

FII: Maiores Baixas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
SARE11R$ 94,51-1,81%
RBVA11R$ 118,75-1,03%
FEXC11R$ 96,90-0,75%
OULG11R$ 91,20-0,70%
FLMA11R$ 2,99-0,66%

IFIX versus ações

Criado pela Bolsa brasileira, o IFIX tem por objetivo medir a performance de uma carteira.

Trata-se de uma composição de cotas de Fundos Imobiliários que são listados para negociação nos ambientes administrados pela bolsa. Entretanto, esse indicador costuma variar bem menos que o próprio Ibovespa.

Em comparação à bolsa, nesta quinta o conjunto de FIIs registrou valorização, em sentido contrário ao principal índice da bolsa, que recuou 0,28%.

Veja a movimentação de FII

TRNT11 informa intenção de rescisão de locatária

O BTG Pactual, administrador do FII Torre Norte (TRNT11), comunicou que recebeu uma notificação da locatária CHS Agronegócio informando a intenção de rescindir o contrato de locação firmado com o Fundo.

Com a possível saída da locatária, a ocupação total dos imóveis do Fundo terá como vacância projetada o valor de 50,98%

Adicionalmente, a vacância projetada terá vigor a partir de janeiro de 2021, visto que a locatária deverá cumprir o aviso prévio e todas as disposições contratuais.

Por fim, com a futura saída da locatária a receita do Fundo será impactada negativamente em, aproximadamente, 3,33% em comparação às receitas do mês de setembro de 2020.

Ao mesmo tempo, o impacto negativo na distribuição de rendimentos será de, aproximadamente, 0,02%.

Além disso, o BTG comunicou que o TRNT11 não recebeu de algumas de suas locatárias o pagamento do aluguel, referente à competência de setembro/2020.

Desta forma, a receita do Fundo referente a setembro foi impactada negativamente em, aproximadamente, 9,71%. Ao passo que a distribuição de rendimentos foi impactada negativamente em, aproximadamente, R$ 0,07 por cota.

Adicionalmente, após tratativas e negociações para regularização do pagamento dos aluguéis, o Fundo recebeu os valores referentes a determinados aluguéis que estavam em situação de inadimplência referente a competência de agosto.

Desta forma, a receita do Fundo referente a competência de setembro foi impactada positivamente em, aproximadamente, 2,90%.

Portanto, considerando o impacto conjunto do inadimplência a da adimplência, a receita do Fundo referente a competência de setembro foi impactada negativamente em, aproximadamente, 6,81%.

HGRE11 aliena imóvel para a incorporadora Colmar, subsidiária da Eztec

O CSHG Real Estate (HGRE11) comunicou a alienação da totalidade do Edifício Verbo Divino, localizado em São Paulo (SP) e 20.099 Certificados de Potencial Adicional Construtivo (CEPACs) para a incorporadora Colmar, subsidiária da Eztec.

O imóvel foi adquirido pelo Fundo, parte em março e parte em dezembro de 2010, por R$ 84,502 milhões.

Atualmente. o imóvel está com uma ocupação de 17,65% e, no fechamento de setembro de 2020, representava 6,43% da área locável do Fundo e 15,57% da vacância financeira do Fundo.

O preço total de venda do imóvel e dos CEPACs é de R$ 148,18 milhões.

Com isso, a operação gerará um “lucro em regime de caixa” de R$ 63,685 milhões, 75,37% superior ao valor do investimento.

Em 14 de outubro de 2020, o Fundo transferiu a posse do imóvel à Colmar e, consequentemente, os direitos relativos às receitas de locação, que totalizam um valor mensal de R$ 139.147,25, correspondente a R$ 0,01 por cota.

A administradora ressalta que o CSHG Real Estate é um Fundo de gestão ativa, com foco em imóveis corporativos, e tal desinvestimento está em linha com a estratégia de renovação do portfólio do Fundo.

HLOG11 adquire ativo em São Paulo

A Hedge Investiments, administradora do FII Hedge Logística (HLOG11), comunica que firmou contrato para a aquisição da totalidade do galpão localizado na cidade e estado de São Paulo.

O valor da transação é de R$ 49,5 milhões a ser pago integralmente à vista no ato da outorga da escritura.

O imóvel é um galpão de uso industrial com 12,9 mil m² de área construída, atualmente locado para a Master Builders Solutions, empresa multinacional que atua oferecendo soluções químicas para o setor da construção civil.

O cap rate da operação é de 8,23%.

VISC11 comunica aquisição de fração do Ribeirão Shopping

O FII Vinci Shopping Centers (VISC11) comunicou a aquisição de fração imobiliária de 20,00% do empreendimento original, além de 20,00% da Expansão VII, 5,84% da Expansão Academia e 13,14% da Expansão VIII do RibeirãoShopping, localizado em Ribeirão Preto (SP).

Essa participação equivale a 15,35% da área bruta locável (ABL) total do Ribeirão Shopping e representou 17,26% do resultado operacional líquido do empreendimento no ano de 2019.

O Fundo, que já possuía o equivalente a 3,83% do empreendimento original, que não incluía as expansões realizadas no shopping, passará com esta aquisição a deter participação equivalente a 17,54% da ABL total do shopping.

O valor total da aquisição foi de R$ 150,6 milhões.

A expectativa da gestão é de que a aquisição do shopping, caso efetivada, gere, nos primeiros 12 meses após a conclusão da transação, o equivalente a R$ 0,05/cota ao mês.

Logo, descontados os efeitos da redução das receitas de aplicação financeira do caixa utilizado na aquisição, o incremento mensal seria de R$ 0,03/cota.

FII: Confira os rendimentos divulgados

RBLG11: R$ 0,583299953 por cota em 15/10

GCFF11: R$ 0,85 por cota em 21/10

MORE11: R$ 0,9 por cota em 21/10

BLCP11: R$ 0,465016029 por cota em 21/10