FII: IFIX avança 0,16%; Índice é puxado por FVPQ11 e SARE11

Regiane Medeiros
Economista formada pela UFSC. Produz conteúdo na área de mercado de capitais, finanças pessoais e atualidades.
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Crédito: Pixabay

Na sessão desta quinta-feira, 10, os ganhos do IFIX foram impulsionados na metade da tarde, quando o índice chegou a avançar 0,23%.

No entanto, ao final do pregão o IFIX reduziu os ganhos e fechou em alta de 0,16%, aos 2.793,01 pontos.

Na mínima do dia, o índice de FIIs bateu os 2.787,39 pontos, já a máxima foi de 2.799,41 pontos.

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Para setembro, o IFIX registra alta de 0,39%. No ano a queda é de 11,79%.

A movimentação financeira para esta quinta foi de R$ 200,13 milhões.

Maiores altas

As maiores altas para hoje nos FIIs estiveram em: Via Parque Shopping (FVPQ11), Santander Renda de Aluguéis (SARE11), Vinci Shopping Centers (VISC11), Votorantim Logística (VTLT11), Kinea Índices de Preços (KNIP11).

Por outro lado, as maiores quedas da carteira foram registradas nos fundos: Plural Recebíveis Imobiliários (PLCR11), BTG Pactual Fundo de CRI (FEXC11), Hectare CE (HCTR11), CSHG Real Estate (HGRE11), Mogno Fundo de Fundos (MGFF11).

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Veja o gráfico do dia

Ifix

Fonte:B3

FII: Maiores Altas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
FVPQ11R$ 163,982,88%
SARE11R$ 101,892,61%
VISC11R$ 111,702,19%
VTLT11R$ 118,001,66%
KNIP11R$ 111,891,22%

FII: Maiores Baixas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
PLCR11R$ 82,80-1,50%
FEXC11R$ 101,52-1,27%
HCTR11R$ 127,42-1,26%
HGRE11R$ 152,00-0,98%
MGFF11R$ 92,80-0,94%

IFIX versus ações

Criado pela Bolsa brasileira, o IFIX tem por objetivo medir a performance de uma carteira.

Trata-se de uma composição de cotas de Fundos Imobiliários que são listados para negociação nos ambientes administrados pela bolsa. Entretanto, esse indicador costuma variar bem menos que o próprio Ibovespa.

Em comparação à bolsa, nesta quinta-feira, o conjunto de fundos de investimentos imobiliários registrou valorização, em contraponto ao principal índice da bolsa, que despencou 2,43%.

Veja a movimentação dos Fundos

VISC11

O fundo de investimento imobiliário Vinci Shopping Center (VISC11) comunicou a compra de 98,5% do shopping Praia da Costa, localizado em Vila Velha (ES).

A aquisição foi realizada pelo valor de R$ 194.023.243,00, a ser paga em 4 parcelas, sendo a primeira na data de conclusão da aquisição.

Segundo o comunicado, a expectativa é de que a transação seja concluída em até 45 dias, a contar de 8 de setembro.

A negociação, iniciada antes da pandemia do Covid-19, teve os termos renegociados convertendo 30% do preço original em pagamento futuro. De modo que condicionou o retorno da performance operacional do shopping a níveis e trajetória de crescimento esperados pré-crise.

Além disso, a transação representa um cap rate de 10,9% sobre o preço, baseado no NOI de 2019 em regime caixa.

A compra do Praia da Costa, será a 2ª maior contribuição de NOI ao portfólio do VISC11.

A expectativa da gestão é de que a aquisição do shopping gere, nos próximos 12 meses, o equivalente a R$ 0,10/cota ao mês.

O fundo informou ainda que permanece sendo o FII com o maior número de participações diretas em shoppings, com 15 ativos em operação, distribuídos em 10 estados e administrados por 9 administradoras distintas.

Após a aquisição do Praia da Costa, a região Sudeste representará 68% da receita esperada do portfólio do VISC11.

 CXTL11

A Caixa Econômica Federal, administradora do FII Caixa TRX Logística Renda (CXTL11), comunicou que o fundo foi citado como réu em uma ação judicial movida pela empresa Gás Futuro Sistemas de Compressão.

A ação envolve a locação do imóvel de titularidade do fundo situado na Rodovia do Café – BR 277 – km 107, cidade de Campo Largo (PR).

Na referida ação judicial, destacam-se os pedidos de autorização judicial para consignação de chaves do imóvel; declaração judicial de resolução do contrato de locação do imóvel, isentando a autora de quaisquer multas, penalidades e/ou encargos contratuais; e declaração de inexigibilidade de débitos da autora, com reconhecimento de ausência de débito no período compreendido de 01 de julho de 2015 a 17 de junho de 2017.

A Caixa destacou que, em conjunto com o assessor jurídico contratado pelo fundo, está analisando os pleitos formulados na ação e adotará todas as medidas judiciais cabíveis para defender os interesses do fundo e dos cotistas.

THRA11

O BTG Pactual Serviços Financeiros, na qualidade de administrador do FII Cyrela Thera Corporate (THRA11), anunciou que flexibilizou algumas condições comerciais para os locatários, visando a manutenção dos atuais contratos de locação.

Desta forma, a administradora comunicou que a receita do fundo referente a competência de julho foi impactada negativamente em, aproximadamente, 12,60%.

Ao mesmo tempo, a distribuição de rendimentos teve impacto negativo em, aproximadamente, R$ 0,09 por cota.

Segundo o comunicado, tais flexibilizações englobam diferimentos nos valores da locação, que serão pagos nos próximos meses.

O BTG informou ainda que, no intuito de realizar o enfrentamento pandemia de Covi-19, a decisão objetiva a manutenção da relação do fundo com os locatários prezando pela permanência dos mesmos e a pela saúde financeira do fundo.