FII: IFIX recua 0,02% pressionado por OULG11 e RECT11

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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O IFIX abriu o pregão desta quinta (10) em alta de 0,15%. No entanto, ao longo do dia reverteu a tendência e fechou em queda de 0,02%, aos 2831,30 pontos.

Na mínima do dia, o índice bateu em 2829,97 pontos, enquanto a máxima foi de 2837,32 pontos.

No acumulado de junho o IFIX avança 0,53%, no ano cai 1,11%.  A movimentação financeira para hoje foi de R$ 229,43 milhões.

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Destaques do dia

As maiores altas do IFIX foram em: VBI Logístico (LVBI11), General Shopping Ativo e Renda (FIGS11), CSHG Prime Offices (HGPO11), Habitat II (HABT11), Ourinvest JPP (OUJP11).

Na contramão, as maiores quedas foram em: Ourinvest Logística (OULG11), REC Renda imobiliária (RECT11), Square Faria Lima (FLMA11), Vectis Juros Real (VCJR11), REC Recebíveis Imobiliários (RECR11).

Veja o gráfico do dia

FII: Maiores Altas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
LVBI11R$ 114,792,50%
FIGS11R$ 64,152,33%
HGPO11R$ 224,801,72%
HABT11R$ 125,001,57%
OUJP11R$ 102,581,55%

FII: Maiores Baixas

Empresa (ticker)PreçoOscilação
OULG11R$ 71,46-4,04%
RECT11R$ 78,46-2,33%
FLMA11R$ 137,61-1,71%
VCJR11R$ 100,00-1,25%
RECR11R$ 101,85-1,22%

Confira as últimas notícias sobre FII

A B3 informou que em 11 de junho serão iniciados os negócios com as cotas subscritas e integralizadas do FII Brio Crédito Estruturado (BICE11).

O FII é destinado a investidores em geral, sendo certo que: até que o Fundo seja objeto de oferta pública ou até que o Fundo apresente Prospecto, somente poderão adquirir cotas no mercado secundário os investidores profissionais.

Na 1ª chamada de capital realizada no âmbito da 1ª emissão do fundo, encerrada

em 22 de fevereiro, foram subscritas e integralizadas 2.045 cotas, ao preço de R$ 1.000,00 por cota, totalizando R$ 2,045 milhões.

Fundos Imobiliários: troca de IGP-M por IPCA preocupa o setor

Após o IGP-M apresentar forte alta de 32% nos últimos doze meses, tramita agora na CCJ da Câmara o PL 1026/2021 que pode causar grande dor de cabeça para os gestores de Fundos Imobiliários.

Isso porque ele tem por objetivo atrelar o reajuste dos aluguéis à variação do IPCA, e não mais ao IGP-M, como é até o momento.

De acordo com analistas do mercado, caso o ‘PL do IPCA’ vire lei, o projeto criará uma grande insegurança jurídica frente ao mercado imobiliário.

sso poderia inclusive afastar investidores e até colocar em risco o desenvolvimento do setor.

Em entrevista ao site Brazil Journaul, Adriano Sartori, vice-presidente da Secovi e da CBRE Brasil, afirma que muitas empresas do setor poderão ter prejuízos.

“Tem empresas que contraíram dívidas de longo prazo em IGP-M porque sua receita também era corrigida pela IGP-M. Se essa receita passar a ser corrigida pelo IPCA, isso gera um descasamento que pode quebrar a empresa.”

De acordo com Sartori, a medida não faz sentido pois na prática os contratos não estão sendo reajustados pelo IGP-M, já que com a pandemia, parte dos proprietários tem aceitado negociar os reajustes para não perder inquilinos.

A reportagem cita ainda que um dos maiores impactos seria na indústria de CRIs. Como esses títulos muitas vezes são lastreados no fluxo de aluguéis e corrigidos pelo IGP-M, uma mudança de lastro poderia gerar risco de descasamento entre o indexador e o que o título paga.