IFI revela que risco de romper teto de gastos passou de alto a moderado

Paulo Amaral
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Crédito: Foto: Pixabay

A Instituição Fiscal Independente (IFI) do Senado alertou que o risco de o Brasil estourar o limite do teto de gastos em 2021 passou de alto para moderado.

De acordo com o órgão, a desaceleração foi causada pela baixa nas despesas como benefícios previdenciários e assistenciais. Mesmo assim, o Relatório de Acompanhamento Fiscal (RAF) apontou que o assunto ainda gera preocupação.

De acordo com informações do Broadcast/Estadão, o governo vem contando com os efeitos mais intensos que o esperado da reforma da Previdência.

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A intenção é liberar espaço no Orçamento para acomodar imprevistos como o INPC mais elevado em 2020. A IFI aposta que o gasto com o INSS fechará 2021 em R$ 704,5 bilhões, o que resultará em uma retração de R$ 5,9 bilhões no que foi projetado em dezembro.

O órgão previu ainda que as despesas discricionárias, que incluem custeio e investimentos, fiquem em R$ 104,3 bi até dezembro de 2021.

Inflação maior ajuda teto, segundo IFI

O órgão apontou ainda que a inflação maior ajudará o governo a cumprir o teto de gastos em 2022.

Esse fenômeno ocorre porque o limite é corrigido pela variação ocorrida de julho de um ano a junho do ano anterior ao de sua vigência, e o IPCA acumulado vai absorver tudo o que foi projetado no fim do ano passado.

Essa absorção fará com que um espaço seja aberto sem que isso interfira nas correções de benefícios para 2022.

A meta fiscal para 2021 prevê um rombo de R$ 247,1 bilhões no máximo, e a expectativa da IFI é que seja cumprida.

A previsão do órgão é que receita líquida gire em torno de R$ 1,333 trilhão, R$ 22,1 bilhões a mais que o estimado m novembro.

A IFI espera ainda a entrada de R$ 18,8 bilhões em tributos que tiveram suas cobranças postergadas em 2020 por conta da pandemia, mas que ainda precisam ser pagos.