IEA: Previsão de crescimento global é a menor desde 2011

Marcelo Hailer Sanchez
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Crédito: Getty Images

Relatório divulgado hoje (13) pela International Energy Agency (IEA) mostra que a demanda global por petróleo foi duramente afetada por conta do coronavírus (Covid-19) e pelo desaquecimento generalizado da economia chinesa e, para o ano de 2020, a previsão de crescimento global foi reduzida em 365 para 825 mil barris por dia(bpd), a menor desde 2011.

O surto do coronavírus também levou a agência a rever as perspectivas de operações globais nas refinarias. A produção chinesa de petróleo bruto para o primeiro trimestre desse ano foi reduzida em 1,1 mil barris por dia  e agora deverá contrair 0,5  ano a ano. Como resultado, há uma previsão de que as execuções globais cresçam apenas 0,7  mil barris por dia em 2020.

O documento também revela que o suprimento global de petróleo caiu 0,8  mil barris por dia em janeiro para 100,5 (bpd). Essa retração na produção foi motivada por conta de um bloqueio na Líbia que reduziu a produção e os Emirados Árabes viram a produção cair 0,3 mil barris por dia. No entanto, a produção mundial de petróleo permaneceu praticamente inalterada há um ano, uma vez que a menor oferta da OPEP foi compensada por um aumento de 2,1  mil barris por dia na produção não-OPEP.

A IEA informa que os estoques da indústria da OCDE mantiveram-se estáveis em dezembro com 2.915 mil barris por dia, isso porque os estoques de produtos aumentaram mais e compensaram as participações mais baixas. Sendo assim, o estoque total de petróleo ficou 26,4 bpd, acima da média de cinco anos e cobriu 61 dias de demanda futura.

Dados preliminares do mês de janeiro mostram os estoques crescendo nos EUA e no Japão enquanto caem na Europa. O armazenamento flutuante de curto prazo de petróleo bruto atingiu 7,7 bpd em janeiro, a maioria dos quais é de petróleo iraniano.

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Os contratos futuros de petróleo caíram US$ 10/ bbl em janeiro, uma antecipação do impacto negativo na demanda por conta do Covid-19. O preço das notas do Oriente Médio, Mar do Norte e África Ocidental, popular entre as refinarias chinesas, também caiu.

De olho na China
A segunda parte do documento chama a atenção para o coronavírus e o quanto ele já custou em termos de perdas de vidas e na produção global do petróleo. Segundo o relatório, por conta do Covid-19 houve queda acentuada nos preços do petróleo: os valores do Brent caíram cerca de US$ 10 /bbl ou 20% para menos de US$ 55/ bbl.

Antes do vírus, o mercado já estava apreensivo, antecipando um excesso de oferta de 1  mil barris por dia no primeiro semestre devido à expansão contínua do EUA, Brasil e Noruega.

O risco diante de uma expansão da crise originada pelo coronavírus levou os países da OPEP a considerar um corte adicional na produção de petróleo de 0,6  mil barris por dia (bpd) como uma medida de emergência além dos 1,7 mil barris por dia já prometidos, finaliza o relatório.


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