ICEI: CNI diz que falta de confiança atinge os 29 setores da Indústria

Paulo Amaral
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Falta confiança para investir, contratar e produzir. Essa foi a conclusão da Confederação Nacional da Indústria após a publicação do ICEI do mês de maio.

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O Índice de Confiança do Empresário Industrial mede a expectativa em relação à economia brasileira, aos próprios negócios e às condições atuais.

O resultado do último levantamento, divulgado nesta quinta-feira, mostra a gravidade do cenário econômico devido à pandemia do novo coronavírus.

O ICEI passou de 34,5 para 34,7 pontos, mantendo-se, assim, no menor patamar da série histórica e traduzindo a falta de confiança do empresário decorrente da forte contração da atividade e elevada incerteza em razão da pandemia de Covid-19.

ICEI

Indicadores

De acordo com os dados obtidos pela CNI, nenhum dos 29 setores da Indústria está com os indicadores ao menos próximos do ideal.

O ICEI apontou que todos eles estão abaixo dos 50 pontos (a medição vai de 0 a 100), o que comprova a falta de confiança no quadro econômico do País.

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De acordo com a mais recente pesquisa, 14 setores tiveram queda do ICEI em relação ao mês de abril, as principais nos setores de couro, manutenção de máquinas e equipamentos, químicos, calçados e materiais elétricos.

“Tivemos melhora na confiança em 15 setores em maio em relação a abril de 2020, mas nada que pudesse reverter o cenário de pessimismo iniciado durante a pandemia. A melhora aparenta ser apenas um ajuste à forte queda registrada em março”, comentou Renato da Fonseca, gerente-executivo de Pesquisa e Competitividade da CNI.

ICEI

Em relação às empresas de pequeno porte, o ICEI manteve-se quase estável, com queda de 0,1%, renovando o piso histórico. O relatório apontou que médias e grandes empresas tiveram uma ligeira melhora, com alta de 1 ponto e 1,7 ponto, respectivamente.

As regiões Centro-Oeste e Norte apresentaram o índice menos negativo, com variações para cima de 4,6 e 2,5 pontos, respectivamente.

Nas demais regiões do País, conforme mostra o gráfico, também houve variações positivas, mas inferiores a 1 ponto. Todas se mantiveram abaixo da linha dos 50 pontos.

Indústria Extrativa

Entre os índices com maior confiança no momento destaca-se a Indústria Extrativa. Mesmo abaixo da linha desejada, ela apresenta o maior indicador (47,3 pontos).

A confiança é menor entre os empresários da indústria de transformação, em particular nos setores: Calçados (26,6 pontos); Vestuário (28,8 pontos); Impressão e reprodução (29,2 pontos); e Veículos automotores (29,6 pontos).

No outro extremo, aparecem com destaque: Produtos de limpeza, perfumaria e higiene pessoal (45,1 pontos); Farmoquímicos e farmacêuticos (41,5 pontos); Outros equipamentos de transporte (41,5 pontos); e Produtos alimentícios (41,3 pontos).

Os componentes do ICEI

Os empresários apontaram uma retração de 8,9 pontos no Índice de Condições Atuais, que reflete como evoluíram as condições
correntes das empresas e da economia brasileira.

Esse índice, agora, está em 25,2 pontos. É o menor da série histórica e, de acordo com a CNI, revela piora significativa das condições atuais de
negócios.

 

O outro componente do ICEI é o Índice de Expectativas. Ele reflete as perspectivas dos empresários para os próximos seis meses.

Segundo os últimos dados da CNI, esse índice saltou 4,8 pontos em maio, passando para 39,5.

Ainda assim, diz o relatório, “o índice permanece distante da linha divisória, o que revela pessimismo dos empresários”.

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