ICB: entenda como funciona o índice de commodities Brasil

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Indicadores financeiros são recursos importantes usados pelos investidores para acompanhar o desempenho de ativos no mercado de capitais.

Sendo assim o investidor pode lançar mão do Ibovespa, principal indicador da B3, para fazer comparação com sua carteira de investimentos, por exemplo. Do mesmo modo, pode usar o ICB (índice de commodities Brasil) como benchmark para fazer alocações mais seguras em determinadas commodities.

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Dessa forma, o ICB é um indicador essencial para o mercado financeiro, tendo em vista a crescente importância do mercado de commodities no Brasil e no mundo.

Para saber mais como funciona o índice de commodities Brasil, continue a leitura deste artigo!

O que é o ICB?

O ICB é um indicador calculado pela bolsa de valores brasileira que apresenta o resultado de uma carteira teórica de commodities.

Nesse sentido, o índice funciona como um termômetro do mercado de commodities e mede, por meio de pontos, o desempenho médio de uma carteira teórica das commodities mais representativas da Bolsa.

A carteira do ICB pode ser composta por qualquer commodity que tenha um contrato futuro negociado na B3 como: álcool anidro, açúcar, boi gordo, café arábica, etanol hidratado, milho, ouro e soja.

Quando esse índice sobe significa que a maior parte dos ativos que compõem sua carteira se valorizaram. Por outro lado, quando ocorre uma queda no ICB, seus principais ativos estão no vermelho.

Com isso, a principal finalidade do ICB é servir como benchmark para fundos de investimentos e investidores em geral, de modo que eles possam acompanhar e avaliar o seu próprio desempenho em comparação com o índice.

Cabe destacar ainda que, por se tratar de uma carteira teórica de ativos, ele não pode ser negociado na bolsa de valores. Em outras palavras, não é possível investir nesse índice financeiro.

Qual é a composição do ICB?

A B3 estabelece 4 critérios para incluir a mercadoria na carteira do ICB, sendo as seguintes:

  • ter sido negociada em mais de 80% do total de pregões dos últimos 8 meses;
  • Apresentar participação, em termos de volume financeiro em dólares, superior a 1% do volume total negociado no período 8 meses;
  • apresentar um índice de negociabilidade (IN) superior a 1% no período de 8 meses;
  • A mercadoria deve atender a dois dos três critérios anteriores a cada revisão do índice

O índice também possui critérios de ponderação da mercadoria dentro do próprio ICB. Sendo assim, ele considera a relevância econômica da commodity no valor da produção nacional negociada em bolsa.

Além disso, é levado em conta o critério da liquidez, que diz respeito à participação da commodity sobre o montante negociado na B3 por meio de contratos futuros.

Diante disso, apesar de diversas commodities poderem participar do índice,  atualmente apenas quatro cumprem os critérios de elegibilidade definidos pela metodologia:

  • etanol hidratado;
  • milho;
  • boi gordo;
  • café arábica.

Vale destacar que a composição dessa carteira é revista a cada quatro meses em janeiro, maio e setembro.

Histórico do Índice de commodities Brasil

Em 2004, ano de lançamento do índice ICB, a pontuação era próxima de 10 mil pontos. Um ano depois, em 2005, chegou a bater quase o dobro, com um valor próximo a 18 mil pontos, como pode ser visto no gráfico abaixo:

Ao analisar o indicador para o curto e médio prazo, é possível observar a presença de volatilidade dado que commodities são extremamente sazonais e passam por ciclos de alta e baixa.

No entanto, ao longo de sua história, o ICB apresenta um viés de alta consistente, sobretudo após o ano de 2020. Em novembro de 2021, o índice chegou a bater os 49 mil pontos.