Ibovespa sobe pelo segundo mês seguido, veja as maiores altas de maio

Felipe Moreira
Felipe Moreira é Graduado em Administração de empresas e pós-graduado em Mercado de Capitais e Derivativos pela PUC - Minas, com mais de 6 anos de vivência no mercado financeiro e de capitais. Apaixonado por educação financeira e investimentos.
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Crédito: Reprodução/Pixabay

Após a queda vertiginosa do mercado de ações no mês de março em função das incertezas derivadas da pandemia do novo coronavírus, o Ibovespa avança pelo segundo mês seguido.

A bolsa brasileira encerra o mês de maio com alta acumulada de 8,57%, a 87.402,59 pontos. Este foi o melhor mês de maio da bolsa desde 2009. Naquele ano, em maio, a bolsa subiu 12,49%.

Sabesp (SBSP3)

A Sabesp foi a campeã do mês de maio, com valorização de 35,53%, cotada a R$ 54,32. Conforme especialistas, o movimento de alta foi motivado pelo fato de ser uma ação defensiva.

Afinal, as pessoas não deixarão de beber água e lavar as mãos. Ainda mais diante da atual crise sanitária que reforçou o bom hábito de higienizar as mãos.

Diferentemente de seus pares, a valorização de suas ações não foram alavancadas por agenda de privatizações.

Via Varejo (VVAR3) e Magazine Luiza (MGLU3)

As ações de ambas companhias foram impulsionadas pelo bom desempenho de seus e-commerces. A Via Varejo (VVAR3) chegou a subir 35,08% em maio, a R$ 12,40. Enquanto a Magazine Luiza (MGLU3) valorizou 29,48%, cotada a R$ 64,35.

Os resultados do primeiro trimestre da Via Varejo mostraram que sua reestruturação digital está dando certo, mesmo diante da atual crise sanitária.

As vendas online da companhia avançaram 48,6% no primeiro trimestre de 2020, chegando a R$ 1,704 bilhão.

Além disso, gigante varejista dona de marcas como a Casas Bahia e o Ponto Frio, registrou lucro líquido de R$ 13 milhões, revertendo prejuízo de R$ 50 milhões, reportado no mesmo período em 2019.

A Magazine Luiza também apresentou aumento nas vendas online durante a pandemia. O e-commerce cresceu 73%, atingindo R$ 4,1 bilhões, o correspondente a 53% das vendas totais.

Mesmo com a queda de 76,7% no lucro líquido, a varejista teve sua recomendação de compra mantida pela XP Investimentos.

De acordo com o analista Pedro Fagundes, a gestora também atualizou o preço-alvo para a companhia, que passou de R$ 58 para R$ 71 por ação.

O documento também atualiza as projeções da gestora e reflete, principalmente, maior aceleração de vendas (GMV) no curto prazo, combinada com maior pressão de margem, tanto em função da maior participação do e-commerce, quanto pelos investimentos em crescimento.

Braskem (BRKM5) e Usiminas (USIM5)

As ações da Braskem saltaram 31,2% em maio, R$ 27,74, com a redução dos custos da nafta e pelas cotações não refletirem o valor justo do papel, de acordo com analistas do UBS.

Enquanto as ações da Usiminas subiram 28,12%, cotada a R$ 6,15, em meio a notícias de retomada das atividades na China.

Outro ponto que impulsionou os ganhos foi o aumento das cotações do minério de ferro em Cingapura, cotado a US$ 100,00.

Maiores perdas do Ibovespa

O IRB Brasil (IRBR3) lidera o ranking de perdas das ações que compõem o Ibovespa, com baixa de 18,79%, a R$ 8,30. Seguida de Azul (AZUL4) -17,93%; Embraer (EMBR3) -17,34%; CIA Hering (HGTX3) -10,96%; Qualicorp (QUAL3) -8,47%.

Várias notícias negativas envolvendo o IRB fizeram as cotações derreterem no mês de maio. O movimento de derrocada teve início em fevereiro, quando a gestora Squadra questionou os números reportados pelo IRB.

As ações da Hering também sofreram bastante em maio. Isso por causa do fechamento de lojas em função da pandemia do coronavírus e os resultados pouco expressivos do primeiro trimestre de 2020.

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