Ibovespa dispara em dia de recuperação e cenário externo favorável

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/Pixabay

O Ibovespa opera em alta de 1,46%, aos 123.580 pontos, perto das 13h27, nesta segunda-feira (2).

O Ibovespa opera em forte alta, se recuperando após fechar a última sexta-feira de julho com um tombo feio, fechando o mês no negativo após cinco altas consecutivas. A bolsa é beneficiada pela trajetória em mercados acionários no exterior, destacando-se os bancos. Internamente, os investidores aguardam a próxima reunião do Copom.

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O que mais mexe no Ibovespa

Hoje, pela 17ª semana consecutiva, o boletim Focus do Banco Central trouxe alta da inflação, com a projeção subindo a 6,79% para o IPCA, ao final deste ano.

Semana passada, o levantamento elevou a previsão para a taxa Selic a 7%, com o mercado precificando mais juros em meio ao cenário de alta dos preços.

Dessa forma, é unânime a projeção de nova alta da Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária que ocorre nesta semana, com o resultado sendo divulgado na quarta (4), após o fechamento dos mercados.

A aposta predominante é a de que o Copom suba os juros a 5,25% ao ano, equivalente a 1 ponto porcentual. 

Entre os indicadores desta manhã, destaque para a FGV, com o IPC-S, que teve alta de 0,92% na quarta leitura de julho, acumulando alta de 8,76% em 12 meses.

Já o Índice de Confiança Empresarial, também da FGV, subiu 3,1 pontos em julho, para 101,9 pontos, o maior nível desde junho de 2013. 

O investidor também deve ficar de olho no IPO da Raízen, na quinta (5).

A temporada de balanços do segundo trimestre segue nesta segunda com os resultados de BB Seguridade (BBSE3), Itaú Unibanco (ITUB4), Cielo (CIEL3), Marcopolo (POMO4) e PetroRio (PRIO3).

No campo político, a semana será marcada pela retomada da CPI da Pandemia e pela tensão entre os poderes Executivo e Judiciário, já que segue a pressão pelo voto impresso. Durante pronunciamento em manifestações realizadas no domingo, o presidente Jair Bolsonaro voltou a dizer que sem voto impresso, não haverá eleição em 2022.

Exterior

O dia tem divulgações dos Índices dos Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês). Na zona do euro, a leitura foi de 62,8 pontos, quando a expectativa era por 62,4. Já na China, o PMI industrial recuou para 50,3 pontos, abaixo da projeção de 51 pontos. Ainda hoje sai o resultado para os EUA  e Brasil.

Ainda pesam nos mercados as preocupações com a inflação, mas um indicador divulgado na sexta (30) acalmou os ânimos: o Índice de Preços para Gastos de Consumo Pessoal (PCE) nos EUA variou 0,5% em junho, mesma variação observada em maio.

O núcleo do PCE, que exclui alimentos e energia, subiu 0,4%, abaixo da projeção de 0,6%. Na comparação anual, a alta foi de 3,5%, também abaixo da expectativa de 3,7%. O núcleo do PCE é a medida favorita de inflação do Federal Reserve (Fed).

A semana passada também foi marcada pelo PIB americano bem abaixo da expectativa: com crescimento de 6,5% quando o mercado esperava alta de 8,4%.

Já os pedidos de auxílio desemprego voltaram a cair nos EUA, com 400 mil pedidos. Ainda assim, vieram pior do que a projeção do mercado, que era por 385 mil.

Na temporada de balanços, a Amazon surpreendeu negativamente, relatando lucro abaixo do esperado. A empresa ainda recebeu no final de semana uma multa recorde da União Europeia, no valor de US$ 887 milhões, por desrespeitar as leis de proteção de dados – o que a empresa nega.

Ainda assim, os resultados das empresas vêm sendo considerados satisfatórios. Segundo levantamento da FactSet, 59% das empresas listadas no S&P 500 já divulgaram seus balanços, sendo que 88% dessas reportaram lucros acima do consenso.

Ibovespa: ações

As ações da Totvs (TOTS3) são destaque na sessão deste início de tarde no Ibovespa. Por volta das 13h03, os papéis da companhia têm alta de 4,41%.

A segunda alta do dia é da Eneva (ENEV3), que tem elevação de 4,31%. Em seguida, vem a B3 (B3SA3), com valorização de 4,26%, e a Weg (WEGE3), com alta de 4,09%.

Por fim, a Fleury (FLRY3) sobe 3,90%.

Dólar

O dólar tem queda de 1,52%, a R$ 5,1313, por volta das 13h03.

A moeda norte-americana passa a manhã em queda, com a colaboração do apetite por ativos de risco nos mercados no exterior na primeira manhã de negócios do mês de agosto. Essa queda vem do movimento de realização de lucros, após ter ganho acumulado em julho de 4,76%.

Nesta segunda, os estrategistas do Morgan Stanley afirmaram em relatório que os ruídos políticos mais recentes impõem um cenário negativo para o real e geram risco de nova pressão nas taxas de juros de longo prazo, em meio a aumento do receio de uma abordagem fiscal menos conservadora.

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