Ibovespa renova máxima histórica mesmo descolado do exterior, mas devolve parte dos ganhos

Guilherme Paulo
Colaborador do Torcedores

Crédito: Ralph Orlowski/Bloomberg

Depois que as bolsas norte-americanas viraram em sinal único para o terreno positivo, o Ibovespa perdeu força.

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Mercado Europeu

As bolsas da Europa encerraram em alta com otimismo sobre negociações entre EUA e China. As bolsas vinham mistas até próximo do fechamento, mas foram reanimadas com a notícia de que as negociações do alto escalão dos dois países progrediram. Entre as principais bolsas, apenas Londres não conseguiu alcançar o terreno positivo, mesmo com a contribuição da libra em baixa.

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As incertezas políticas em torno do Brexit também mereceram atenção dos investidores, visto que a UE formalizou que concorda com uma extensão para o Brexit, mas ainda não definiu o prazo. Enquanto no Reino Unido, é debatida a possibilidade de eleição geral em 12 de dezembro.

Alemanha | DAX [+0,17%]

Londres | FTSE 100 [-0,05%]

França | CAC 40 [+0,67%]

Zona do euro | Euro Stoxx 50 [+0,09%]

Itália | FTSE MIB [+0,36%]

EUR/USD [-0,22%] | € 1,1080

GPB/USD [-0,20%] | € 1,2824

Bolsas Norte-americanas

A notícia que animou os mercados nesta manhã veio dos Estados Unidos. Segundo as notícias, as negociações no âmbito da guerra comercial evoluíram. Representantes do governo dos EUA, Navarro e Lightizer, disseram que EUA e China podem assinar fase I de acordo comercial de 1 de novembro, e alguns pontos da 1ª fase do acordo comercial estão perto de ser fechados. As discussões devem prosseguir, e haverá outra rodada de negociação telefônica de alto nível em breve.

O bom humor se espalhou pelos mercados, e o S&P 500 chegou a bater na máxima histórica do fechamento (3.027,39 pontos).

Um dados divulgado nesta manhã, o sentimento do consumidor nos EUA (univ. Michigan) subiu a 95,5 pontos em outubro, abaixo da previsão (96,0).

Até o momento os mercados seguem em firme alta.

Dow Jones 30 [+0,57%] | 26.958 pontos

S&P 500 [+0,41%] | 3.022 pontos

Nasdaq [+0,70%] | 8.243 pontos

VIX [-7,73%] | 12,65 pontos

Commodities

Segundo Baker Hughes, as sondas de exploração de petróleo dos EUA atingiram contagem semanal de 830. Poços e plataformas de petróleo em atividade caíram 17 na semana, para 696. O fechamento de poços de plataformas contribuiu para o petróleo manter a cotação no positivo.

O minério Qingdao tem alta de 0,73%, a US$ 87,98 a tonelada. O minério futuro segue o mesmo comportamento, subiu 2,10% a 634,5 iuanes

A referência britânica de petróleo, o Brent para dezembro, encerrou em alta de 0,57%, a US$ 62,02. A referência norte-americana, o WTI para dezembro, avançou 0,76%, a US$ 56,66.

O ouro encerrou cotado no maior nível em duas semanas. A cotação do metal ainda sofreu influência positiva do dado fraco das encomendas de bens duráveis nos EUA, e encerrou em alta marginal de 0,03%, a US$ 1.505,30 a onça-troy.

A bolsa brasileira

O mercado brasileiro iniciou o dia acelerando altas, renovando logo durante a manhã a máxima histórica em 108.083 pontos. As notícias positivas chegam até os juros, com o DI para 2022 tocando mínima histórica intradiária, a 4,90%, a poucos dias da reunião do Copom.

Na Ásia, a comitiva brasileira começa a trazer boas notícias. Segundo reportagem, a China deve liberar exportação de carne processada do Brasil, e isso deve ocorrer após a assinatura de protocolo entre Bolsonaro e Xi Jinping, beneficiando também outros produtos.

Entre as empresas brasileira, a Petrobras atingiu na máxima, durante a manhã, R$ 29,55, em alta de 4,10%, sendo o patamar máximo desde dezembro de 2009. A empresa é beneficiada pela divulgação do bom relatório e perspectivas positivas com seu futuro. Em conjunto com as notícias positivas, os investidores estrangeiros ingressaram com R$ 518 milhões na B3 no dia 23 de outubro. Saldo no ano ainda é negativo em R$ 30,862 bilhões.

Segundo a CNI, a construção civil teve em setembro a menor ociosidade em cinco anos, com 62% de utilização da capacidade de operação. A confiança do consumidor medida pela FGV cresceu 1,2 ponto em outubro ante setembro, para 98,4 pontos.

O Ibovespa opera em alta de 0,35% com 107.363 pontos , tendo como máxima 108.083 pontos (+1,02%), e mínima 106.989 pontos (-0,00%). Até o momento, o volume financeiro desta sessão somou R$ 14,99 bilhões.

O dólar segue tendência contrária, com o real tendo bom desempenho contra a moeda norte-americana. No momento, o dólar opera em queda de 0,71%, cotado a R$ 4,012. Na mínima, marcou R$ 3,992 (-1,21%), perdendo a marca dos 4 reais, e na máxima R$ 4,034 (-0,17%).

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