Ibovespa opera em alta, se apoiando em balanços corporativos; mercado aguarda Copom

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Divulgação

O Ibovespa opera em alta de 1,33%, aos 107.836 pontos, perto das 13h27, nesta quarta-feira (27).

O Ibovespa avança, em meio à repercussão positiva de balanços corporativos. Confira aqui os resultados dos balanços de hoje.

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Enquanto isso, o mercado aguarda a decisão de política monetária no país após o fechamento do pregão. A reação vem após queda de mais de 2% na véspera, na esteira de dados fortes de inflação, que endossaram apostas de o Banco Central adotar um aumento mais potente na Selic a ser anunciada nesta quarta-feira e nas próximas decisões.

O que mexe no Ibovespa

O tema do dia no Brasil é a definição da Selic pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A taxa de juros básica, atualmente em 6,25%, deve ultrapassar os 7% nesta noite.

As apostas até a semana passada davam conta de um aumento de 1 ponto porcentual, mantendo o ritmo adotado até aqui pelo Banco Central. Mas o fantasma do risco fiscal associado à alta acima da projeção do IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, fez os agentes do mercado projetarem uma acelerada para a Selic.

Agora, acredita-se em 1,25 ponto porcentual a mais ou até 3 pontos. Para o BTG Pactual (BPAC11), a alta deve ser de 1,5 ponto.

Conversamos sobre o tema ontem na Money Week, com Paulo Bokel e Sérgio Machado. Vale a pena conferir!

Mas a quarta-feira (27) também teve dados sobre emprego divulgados agora cedo. Segundo a Pnad Contínua, do IBGE, a taxa de desemprego no trimestre até agosto recuou a 13,2%, ante 13,7% da leitura anterior. A projeção era de 13,5%. É a quarta redução seguida.

Ontem, o Caged apontou a criação de 313.902 vagas formais de trabalho em setembro.  

Complementando os dados do dia, a Confiança da Indústria, da FGV, caiu 1,2 ponto em outubro, para 105,2 pontos, sendo o terceiro mês consecutivo de queda, após quatro meses de altas. E o Índice de Preços ao Produtor, do IBGE, avançou 0,40% em outubro, de 1,86% de setembro.

Confira aqui a agenda completa da semana

Veja também o cronograma da temporada de balanços

Exterior

Os mercados globais operam mistos. As commodities tem queda, com exceção do ouro, que sobe. O receio é com a desaceleração do crescimento global. Ontem, dados revelaram que os estoques de petróleo estão acima do esperado nos EUA.

A temporada de balanços do exterior prossegue, com Coca-Cola, McDonald’s, Boeing, General Motors, Ford, eBay e mais.

Ontem, a Alphabet (GOGL34), dona do Google, registrou um lucro líquido de US$ 18,9 bilhões. A Microsoft (MSFT34), US$ 20,5 bilhões. Ambas acima do esperado.

Nos EUA, senadores democratas apresentam um plano de imposto mínimo de 15% sobre as empresas mais lucrativas.

Em indicadores, o lucro industrial chinês subiu 16,3% em setembro, na base anualizada, com aceleração em relação a agosto (10,1%).

Ibovespa: ações

As ações da Cogna (COGN3)  lideram as altas no Ibovespa nesta quarta. Por volta das 13h27, os papéis da empresa subiam 5,58%.

Lojas Americanas (LAME4) é a segunda entre as maiores altas. Esta opera com variação positiva de 4,86%.

Em seguida, surge Ultrapar (UGPA3), que opera com elevação de 4,54%.

Após esta, vem EzTec (EZTC3) que cresce 4,19%.

Por fim, vem Cielo (CIEL3), que registra variação positiva de 3,91%.

Dólar

O dólar tem alta de 0,11%, a R$ 5,5730, por volta das 13h27.

Apesar da recém-alta do dólar da sessão de hoje, a moeda chegou a renovar mínimas no final da manhã, chegando a R$ 5,5375 (queda de 0,64%) no mercado à vista. O mercado de câmbio acompanha a queda do dólar no exterior e à espera de um aumento de pelo menos 1,5 ponto porcentual na Selic, já precificado. Entretanto, o ajuste é moderado, porque o investidor está esperando para ver a postura do Banco Central no aumento da Selic.

*Com Agência Reuters e Agência Estado