Ibovespa opera instável e fecha o dia em queda de 0,19%

Regiane Medeiros
Colaborador do Torcedores
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Nesta terça-feira o Ibovespa operou entre perdas e ganhos. Sem tendência definida, o principal índice da Bolsa fechou o dia em queda de 0,19%, aos 116.180 pontos.

A movimentação financeira na B3 foi de R$ 25,66 bilhões.

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Entre os destaques, a Petrobras (PETR3 PETR4) foi o foco de atenção hoje, já que aconteceu audiência pública na Comissão de Minas e Energia da Câmara, na qual o presidente da Petrobras, general Joaquim Silva e Luna, respondeu a perguntas sobre a alta dos combustíveis.

No Twitter, ontem, o presidente da Câmara, Arthur Lira, afirmou que a “Petrobras deve ser lembrada que os brasileiros são seus acionistas”.

A uma semana do início da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) para a definição da nova taxa básica de juros, Selic, o presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, afirmou que não vai “alterar o plano de voo” a cada número novo de alta da inflação, dando a entender que manterá a possível alta de 1 ponto porcentual na definição da quarta-feira da semana que vem (22). Se confirmado, a Selic deve ir a 6,25%.

Por fim, o IBGE divulgou que o volume de serviços cresceu 1,1% na passagem de junho para julho, sendo a quarta taxa positiva seguida. A projeção era por alta de 1%. Com isso, o setor está 3,9% acima do nível pré-pandemia e também alcança o patamar mais elevado desde março de 2016.

Na comparação com julho de 2020, o volume de serviços avançou 17,8%. Os serviços prestados às famílias (3,8%) e serviços profissionais, administrativos e complementares (0,6%) puxaram o resultado.

Os dados de hoje complementam o panorama do IBGE, que revelou que as vendas no varejo cresceram 1,2% em julho, melhor que a projeção, enquanto a produção industrial recuou 1,3%, resultado abaixo do esperado.

Vale lembrar que serviços é o setor que tem maior peso no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e o resultado da pesquisa mexe com as projeções para o indicador. No Focus de ontem, o mercado apontou projeção de 5,04% para o PIB de 2021, na quinta queda consecutiva.

Destaques da bolsa

Mais negociadas

EmpresaTickerVolumePreço
MELIUZCASH389,27R$ 7,70
PETROBRASPETR465,21R$ 25,88
MAGAZINE LUIZAMGLU348,75R$ 17,03
COGNACOGN334,16R$ 3,17
ITAUSAITSA434,15R$ 11,06

 

Maiores altas

EmpresaTickerPreçoOscilação
MELIUZCASH3R$    6,6915,10%
LOCAWEBLWSA3R$  23,408,46%
PETZPETZ3R$  25,994,00%
COSANCSAN3R$  22,623,63%
BRASKENBRKM5R$  67,403,19%

 

Maiores baixas

EmpresaTickerPreçoOscilação
BRFBRFS3R$  24,602,93%
CVCCVCB3R$  22,212,80%
DEXCODXCO3R$  19,202,40%
CIELOCIEL3R$    2,502,39%
EMBRAEREMBR3R$  21,872,39%

 

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Cenário mundial

Os mercados dos EUA operaram mistos, após dados sobre inflação.

A inflação ao consumidor de agosto, ou CPI na sigla em inglês, teve alta mensal de 0,3%, quando a expectativa era por 0,4%. Na comparação anual, alta de 5,3%. O núcleo do CPI, que exclui alimentos e combustíveis, subiu 0,1%.

Os preços ao produtor, divulgados na sexta (10), subiram 0,7% em agosto e 8,3% ao ano – maior aumento desde novembro de 2010. Os gargalos na cadeia de fornecimento, a falta de estoques e a alta das commodities vem encarecendo os preços.

Os dados de inflação são acompanhados de perto, porque neles se baseiam as decisões do Federal Reserve (Fed) quanto à retirada de estímulos da economia. A próxima reunião do Fed, que pode trazer alguma sinalização a respeito, acontece nos dias 21 e 22.

Dólar e Euro

O dólar para hoje reportou uma alta de 0,65%, cotado a R$ 5,257, devolvendo a alta do pregão anterior. O desempenho da moeda americana reflete a conjuntura política no Brasil.

O Euro seguiu na mesma direção e fechou o dia em alta de 0,63%, cotado a R$ 6,20.

Bolsas mundiais

Europa

  • Euro Stoxx 50 (Europa): +0,05%
  • DAX (Alemanha): +0,14%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -0,49%
  • CAC (França): -0,36%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,41%

Ásia e Oceania

  • Shanghai (China): -1,42%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,70%
  • SET (Tailândia): -0,61%
  • Nikkei (Japão): +0,73%
  • ASX 200 (Austrália): +0,16%
  • Kospi (Coreia do Sul): +0,67%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +5,79% a R$ 245.036,89
  • Ethereum: +4,52% a R$ 17.675,57
  • Tether: +1,90% a R$ 5,26
  • Cardano: -1,05% a R$ 12,49
  • Binance: +3,62% a R$ 2.137,11

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Commodities

  • Petróleo Brent (novembro)/barril: +0,14% (US$ 73,61)
  • Petróleo WTI (outubro)/barril: -0,04% (US$ 70,42)
  • Ouro (dezembro)/onça-troy: +0,69% (US$ 1.806,85)
  • Prata (dezembro): -0,32% (US$ 23,87)