Ibovespa opera em queda, em linha com exterior, à espera de Fomc e Copom

Victória Anhesini
Jornalista formada pela Universidade Presbiteriana Mackenzie
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Crédito: Reprodução/B3

O Ibovespa cai nesta terça-feira (15). Às 15h40, o índice caia 0,14%, com 130.027,57 pontos. Com as bolsas internacionais sem direção única, o mercado navega com cautela.

A ansiedade continua por causa da espera da política monetária do Federal Reserve e a reunião do Copom, que iniciou nesta terça e vai até amanhã. Além disso, indicadores divergentes informados esta manhã nos EUA reforçam ainda mais essa postura.

Às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, segue a projeção prioritária de novo aumento de 0,75 ponto porcentual da Selic, mas ganha força também a possibilidade de um aumento de até 1 ponto porcentual. Ou seja: a taxa de juros deve ir dos atuais 3,5% para 4,25%, com pequena possibilidade de chegar a 4,5%.

Os analistas também projetam uma mensagem mais “hawkish” do Copom, ou seja, mais dura, apontando para a aceleração da retirada de estímulos diante do avanço da inflação.

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O que mais mexe no Ibovespa

Destaque também para a votação da MP de privatização da Eletrobrás (ELET6), que acontece na quarta (16), mas deve ter seu texto alterado. Segundo avaliação da Consultoria Legislativa do Senado, a MP, como está, é inconstitucional. Segundo o órgão, a Constituição exige a realização de licitação tanto de estatais quanto de usinas.

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A Reforma Administrativa e Tributária e nova rodada do auxílio emergencial seguem em discussão.

Ontem (14), a notícia de antecipação da vacinação em São Paulo fez as ações das empresas de educação e dos administradores de shoppings subirem. Houve atraso na entrega de vacinas da Janssen, mas a Anvisa autorizou ampliação do prazo de validade do imunizante de três para quatro meses e meio, o que em parte amenizou o prejuízo.

Exterior

Os investidores do mundo todo seguem de olho na reunião do Fomc, que amanhã (16) divulga sua decisão de política monetária. A aposta é por manutenção, mas com sinalizações de quando devem começar a retirada de estímulos.

As vendas no varejo dos Estados Unidos ficaram em US$ 620,2 bilhões, uma redução de 1,3% em relação a abril. A projeção do mercado era por leitura bem mais otimista: avanço de 0,9%. No entanto, em comparação com maio de 2020, ainda início da pandemia, a alta é de 28,1%. O núcleo das vendas no varejo, que exclui automóveis, recuou 0,7%.

A China divulga à noite vendas no Varejo, produção Industrial e taxa de desemprego também de maio.

Outros destaques dos EUA incluem inflação ao produtor (PPI) produção industrial em maio. Mais indicadores:

  • A balança comercial da zona do euro ficou em 10,9 bilhões de euros em abril, ante leitura prévia de 22,3 bilhões.
  • O Reino Unido divulgou nesta manhã taxa de desemprego de 4,7% em abril, em linha com o aguardado.
  • E o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Alemanha subiu 0,5% em maio e 2,5% na base anual, também em linha com as projeções.

Ibovespa: ações

As ações da Sulamérica (SULA11) são a maior alta do Ibovespa nesta terça-feira (15). Por volta das 13h20, as ações da companhia subiam de 2,73%.

As ações da BTG (BPAC11) subiam 2,67%. O BTG Pactual (BPAC11) anunciou nesta segunda-feira (14) a aquisição de uma participação minoritária no capital social da Perfin, gestora de recursos fundada em 2007, referência na estruturação de investimentos ilíquidos e com mais de R$ 20 bilhões sob gestão.

Em seguida, a Petrorio (PRIO3) tinha aumento de 2,27%, com o bom desempenho do petróleo no mercado externo.

A Magazine Luiza (MGLU3) subia 2,19% e Ecorodovias (ECOR3), 1,55%.

Dólar

O dólar sobe 0,47% hoje, às vésperas da “super quarta”. A moeda passa a valer R$ 5,0840.

De acordo com a Agência Reuters, nos EUA, a maior parte dos investidores aposta que as prováveis pressões inflacionárias “transitórias” vão evitar que o Fed sinalize uma mudança imediata na política monetária. Entretanto, há funcionários do banco central que acreditam que estão mais próximos de um debate sobre quando retirar parte de seu estímulo.

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