Bolsa fecha a semana com alta de 8,28%; aéreas sobem

Fernando Augusto Lopes
Redator e editor
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Crédito: Reprodução / YouTube / B3

A bolsa brasileira fechou a semana com ganhos expressivos de 8,28%.

Embalado pelo otimismo de Nova York, a sessão chegou a 94.637,06 pontos nesta sexta-feira (5), com alta de 0,86%,

Na mínima, o índice ficou com os mesmos 93.838,60 pontos da abertura (-0,001%), e na máxima chegou a 97.355,75 pontos (+3,76%).

O volume financeiro negociado seguiu elevado, como visto no decorrer desta semana, com R$ 38,412 bilhões.

Assim, o acumulado negativo do ano vai ficando menor, agora com 18,17% de perdas.

Já o dólar pela primeira vez desde março fecha abaixo dos R$ 5. Hoje, a moeda norte-americana perdeu 2,37%, e fechou a semana em R$ 4,9909.

Brasil

A semana foi relativamente tranquila dentro do ambiente político, apenas com o inquérito das fake news avançando sobre os aliados e familiares do presiden Jair Bolsonaro (sem partido).

A cassação da chapa vencedora em 2018 entrou no radar, com o Tribunal Superior Eleitoral pautando a questão das notícias falsas.

A Caixa Econômica Federal emprestou mais de R$ 1 bilhão para os estados e municípios, equilibrando os caixas locais.

A Anfavea divulgou os números relativos à produção de veículos automotores no Brasil em maio. De acordo com o relatório, houve um crescimento de 2.232% em relação a abril.

A FGV divulgou o resultado do Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de maio, que ficou em 1,07%, ante 0,05% em abril.

A projeção era por um resultado inferior, de 0,62%. A alta foi puxada pelo aumento do preço da gasolina.

Outros índices apareceram durante a semana. A balança comercial segue positiva, graças ao agronegócio.

Apesar da insistência de governos estaduais e municipais reabrirem as economias, o novo coronavírus avança sem perdão em solo brasileiro, chegando a mais de 630 mil casos confirmados e mais de 34 mil mortos.

O Brasil é o terceiro país com mais vítimas fatais da doença.

Há receio de que em um futuro bem próximo, os governos locais tenham que recuar e fechar novamente as suas economias, diante do avanço avassalador do vírus.

Há, além disso, o impacto nas contas públicas. Sem domar o vírus, o Congresso Nacional já começa a lutar pela prorrogação do auxílio emergencial deve elevar gasto para até R$ 203 bilhões em 2020.

Os parlamentares querem mais dois meses de R$ 600, o governo luta por mais duas parcelas adicionais de R$ 300.

Exterior

Acredite ou não, apesar dos númerods do desemprego terem injetado certo desânimo durante a semana, nesta sexta-feira tudo mudou.

Houve um aumento inesperado no número de empregos criados nos Estados Unidos, mostrando que a maior economia do mundo respira forte, em meio ao surto não domado do coronavírus e aos protestos que batem à porta da Casa Branca.

Foram criadas 2,5 milhões vagas de emprego. Isso aumentou a esperança de que a economia esteja começando a se recuperar da pandemia de coronavírus.

O presidente Donald Trump divulgou os dados em uma série de tuítes, dizendo: “É um número estupendo. É incrível, vamos chamar assim”.

“Estamos de volta”, disse Jim Cramer, da CNBC.

“Acho que muitas pessoas acharam que as demissões seriam permanentes e é óbvio que há tanta demanda que as pessoas precisam trazer as pessoas de volta”.

Ele refere-se à demanda reprimida pelos meses em que a economia, em várias níveis, teve que se manter fechada nos EUA, para tentar conter o coronavírus. Agora, livres para voltar a comprar, parece ser exatamente isso o que as pessoas estão dispostas a fazer.

Nova York

As ações subiram na sexta-feira com a boa resposta da criação de empregos.

O Nasdaq se tornou a primeira dos três índices principais a voltar ao patamar de recorde, avançando 2,02% hoje. Depois de cair até 25% no início deste ano, o índice de tecnologia está agora 9% acima em 2020.

O Dow Jones saltou mais 3,15%. E o S&P 500 foi negociado em alta de 2,62%.

O otimismo que exala de Nova York é inegável.

  • S&P 500: +2,62%
  • Nasdaq: +2,02%
  • Dow Jones: +3,15%

Bolsa: ações

Das 75 ações negociadas na bolsa, 48 subiram e 27 desceram em relação ao dia anterior.

Os destaques da bolsa são as aéreas Azul (AZUL4), a maior alta do dia, com 10,90%, e Gol (GOLL4), com mais 9,74%. A Yduqs (YDUQ3) conseguiu um ganho de 9,83% com a aquisição do Athenas Grupo Educacional.

No caminho inverso, estão Totvs (TOTS3), com queda de 4,29%, e as alimentícias Marfrig (MRFG3) e BRF (BRFS3), com baixas de 3,57% e 3,20%, respectivamente.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 22,10 (+3,13%)
  • Vale (VALE3): R$ 54,61 (-1,89%)
  • ViaVarejo (VIAR3): R$ 14,85 (+6,45%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 22,30 (+1,83%)
  • Itaú (ITUB4): R$ 27,26 (+2,21%)

Maiores altas

  • Azul (AZUL4): R$ 21,16 (+10,90%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 38,56 (+9,83%)
  • Gol (GOLL4): R$ 18,70 (+9,74%)
  • ViaVarejo (VIAR3): R$ 14,85 (+6,45%)
  • Natura (NTCO3): R$ 40,14 (+5,88%)

Maiores baixas

  • Totvs (TOTS3): R$ 20,76 (-4,29%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 38,30 (-3,89%)
  • Marfrig (MRFG3): R$ 12,68 (-3,57%)
  • BRF (BRFS3): R$ 22,70 (-3,20%)
  • Klabin (KLBN11): R$ 19,10 (-3,09%)

Commodities

O petróleo encerrou a semana com uma forte alta, como há muito não se via. O WTI para julho subiu 5,72% e o Brent para agosto, 5,77%.

Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) resolveu antecipar para amanhã (sábado, 6) a reunião que pode estender os cortes na produção da commodity, colocando sossego no mercado

  • WTI: US$ 37,41 (+0,30%)
  • Brent: US$ 39,99 (+0,50%)

Os contratos futuros de ouro, para agosto, fecharam em forte queda nesta sexta-feira, de 2,57%. Os dados tidos como empolgantes do mercado de trabalho nos Estados Unidos foram decisivos para a fuga de ativos seguros, com os olhos voltando-se com mais cobiça para a bolsa.

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Com Wisir Research