Ibovespa fecha em alta de 9,69% com rali internacional

Marcia Furlan
Jornalista com mais de 30 anos de experiência. Trabalhou na Editora Abril e Agência Estado, do Grupo Estado, como repórter e editora de Economia, Política, Negócios e Mercado de Capitais. Possui MBA em Mercado de Derivativos pela FIA.
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Crédito: Reprodução/ Pixabay

O Ibovespa fechou hoje em alta de 9,69% aos 69.729 pontos, embalado pelo rali das bolsas internacionais. As bolsas de valores da Ásia, Europa e Nova York fecharam hoje com um forte avanço.

Já o dólar à vista fechou hoje em queda de 1,1%, a R$ 5,0802,00, refletindo a melhora do ânimo dos investidores por risco.

Nos Estados Unidos, o Senado deverá chegar hoje a um acordo sobre o pacote de US$ 2 trilhões para minimizar o impacto da epidemia do coronavírus sobre a economia americana.

A presidente da Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi (democrata pela Califórnia) disse à CNBC que embora o Senado deva chegar hoje a um acordo, a votação talvez só ocorra amanhã, por uma questão de tempo hábil.

Ações

Das 73 ações do Ibovespa, 63 fecharam em alta, nove em baixa e uma estável.

O volume financeiro movimentado foi de R$ 25,43 bilhões.

As maiores altas foram BTG Pactual (BPAC11), 24,82%; Magazine Luiza (MGLU3), 21,42%; B2W (BTOW3), 20,86%%; e CCR (CCRO3), 19,76%.

Petrobras fechou em alta de 15,92% (PETR3) e 15,22% (PETR4) e Vale (VALE3) encerrou o pregão com alta de 10,36%.

Ibovespa se recupera nesta sessão

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Fonte: TradingView

Mas em 30 dias, queda é grande

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Fonte: TradingView

Brasil

A Petrobras anunciou hoje a redução de 15% no preço da gasolina nas refinarias a partir de amanhã (25). Na semana passada, a empresa já havia reduzido os valores em 12%.

Hoje, o  IBGE trouxe os resultados do comércio referente a janeiro, anterior portanto à chegada do coronavírus ao Brasil. Houve recuo de 1% nas vendas na comparação com dezembro.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Covid-19 “acelera” e a cada quatro dias surgem 100 mil novos casos. No Brasil no final da tarde de hoje o número de casos confirmados subiu para 2.201, com 46 mortes, informou o Ministério da Saúde. No mundo inteiro, o total de casos confirmados era de 399 mil.

Ontem, o governo anunciou um pacote de ajuda aos estados e municípios de R$ 88,2 bilhões, que inclui acesso a novos empréstimos, suspensão de dívidas e transferências adicionais de recursos à saúde.

O governo também recuou e retirou da MP que trata de medidas trabalhistas a possibilidade de empresas suspenderem contratos e salários por 4 meses, dada a reação negativa à medida.

Exterior

Pesam positivamente também dados de desempenho da indústria em alguns países da Europa (PMI) que vieram um pouco melhores do que se esperava. O PMI composto em março do Reino Unido (37,1), Zona do Euro (31,4) e Japão (35,8), todos abaixo de 50, mostram contração da atividade econômica.

De acordo com análise da XP, o que chama a atenção, no entanto, é que o impacto negativo parece muito maior para o setor de serviços. Na Europa (dados de França e Alemanha), o PMI de serviços, foi de 52.6 pontos em fevereiro para 28.4 pontos em março (-24.2 pontos), enquanto no Reino Unido foi de 53.2 para 35.7 (-17.5 pontos).

Em reunião, os ministros de Finanças do G-7 divulgaram comunicado em que dizem que os países do grupo prometeram fazer o que for necessário para restaurar a confiança e o crescimento econômico.

Em Nova York os principais índices fecharam com fortes ganhos.

  • S&P: +9,27%
  • Dow Jones: +11,37%
  • Nasdaq: +8,12%

Dow teve maior ganho diário desde 1933

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Fonte: TradingView

E as bolsas europeias fecharam em forte alta:

  • DAX (Alemanha): +11,49%
  • FTSE (Reino Unido): +9,35%
  • CAC (Paris): +8,39%
  • FTSE MIB (Milão): +8,69%

O petróleo fechou o dia em alta, embora os ganhos tenham sido mais modestos que de manhã:

  • Tipo Brent para maio: +0,44%, a US$ 27,15
  • WTI para maio: +2,78% a US$ 24,01

*Colaboraram Omar Salles e Wisir Research